Domingo, 17 Outubro 2021

Como a alimentação pode ajudar o idoso no tratamento da depressão

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Como a alimentação pode ajudar o idoso no tratamento da depressão

Especialista em Nutrição mostra como a alimentação pode ser um aliado no tratamento da doença e trazer mais bem-estar aos idosos.  

Entre os idosos, estima-se que 9,2% da população sofra com a depressão. Foto- Ilustração

Desde 2015, a Campanha Setembro Amarelo é realizada no Brasil. Mas além de abordar a questão das doenças mentais, é importante o debate sobre como ela afeta diversas faixas etárias, como a terceira idade.
A depressão é uma das mais comuns condições mentais tratáveis. De acordo com o Ministério da Saúde, sua prevalência ao longo da vida no Brasil gira em torno de 15,5%. Entre os idosos, estima-se que 9,2% da população sofra com a doença.

Trata-se de uma doença do sistema nervoso caracterizada principalmente por perda de energia e cansaço constante, sendo tratada por meio de acompanhamento com psiquiatra e psicólogo. Mas a alimentação balanceada também contribui para que a pessoa se sinta melhor e mais animada. No caso de idosos, a escolha dos alimentos exige mais cuidados, mas possui a capacidade de proporcionar bem-estar ao corpo e à mente.

ALIMENTOS
A professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, Elisabete Carneiro, explica que alimentos simples podem ser inseridos aos poucos na rotina da alimentação. "Em nossos atendimentos percebemos que em casos de ansiedade ou desânimo, era comum o consumo de alimentos mais gordurosos entre os pacientes idosos, então orientamos pela substituição por chás. Como é uma bebida comum na alimentação deles, o sabor de maçã com gengibre foi uma opção bem aceita, por exemplo" diz.

A especialista afirma que a nutrição é um 'ponto chave' que pode ajudar a produzir mais serotonina, que aumenta o bom humor e ajuda no combate da depressão entre idosos, mas é importante ressaltar que existem modos corretos de consumidor os alimentos.

"O chocolate é um exemplo disso: ele possui o triptofano, que é um componente químico que estimula a serotonina, um hormônio ligado à sensação de prazer e bem-estar. Portanto, o consumo de chocolate aumenta a produção de serotonina e faz aumentar a sensação de felicidade", conclui, destacando que a alimentação regular também deve conter uma boa quantidade de legumes, frutas, carne magra, leguminosas e cereais integrais.

ACOMPANHAMENTO MÉDICO
A especialista alerta que bons hábitos alimentares não substituem o tratamento e acompanhamento médico. "A alimentação pode ajudar a prevenir a depressão, quando feita de maneira adequada. No entanto, ela nunca substitui o acompanhamento médico, e toda mudança de comportamento do idoso deve ser observada, pois a doença pode interferir em aspectos físicos, como a perda da vontade de praticar exercícios, se hidratar e alimentar saudavelmente, participar de programas sociais e até mesmo tomar os remédios para as enfermidades que surgem com a idade", esclarece.

A Anhanguera disponibiliza para a população acesso a consultas psicológicas de forma gratuita ou mediante a cobrança de uma taxa de valor social nas clínicas-escola de Psicologia da Anhanguera em diversos pontos da capital e Grande São Paulo. 

 

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