Sábado, 27 Novembro 2021

Atualização: Diabetes é responsável por 6,7 milhões de mortes em 2021

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Atualização: Diabetes é responsável por 6,7 milhões de mortes em 2021

Atualmente a doença já atinge 537 milhões de adultos, com idades entre 20 e 79 anos, sendo 32 milhões nas Américas do Sul e Central.  

Exame da curva glicêmica e utilização de monitor de glicemia. Foto- Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O diabetes causa uma morte a cada cinco segundos em todo o mundo, totalizando 6,7 milhões de mortes em 2021, de acordo com o novo Atlas do Diabetes divulgado pela Federação Internacional de Diabetes. Atualmente a doença já atinge 537 milhões de adultos, com idades entre 20 e 79 anos, sendo 32 milhões nas Américas do Sul e Central. Em 90% dos casos, o Diabetes se manifesta como o Tipo 2, que está relacionado ao sobrepeso, obesidade e maus hábitos de vida.

De acordo com a endocrinologista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Tarissa Petry, os dados são preocupantes e a previsão é que esse número aumente para 643 milhões em 2030 e 784 milhões em 2045.

"O salto foi tão grande nesse período de 2019 para cá, que já estamos próximos ao número de diabéticos esperado para 2030 e ainda estamos em 2021.A alta dos últimos dois anos foi de 16%", afirma.

BRASIL
A expectativa é que o Brasil ocupe uma posição preocupante no ranking de países com mais casos da doença. "Ainda não saíram os dados brasileiros, mas em 2019 estávamos em 5º lugar no mundo e o 6º de subdiagnóstico. Estima-se que a metade das pessoas que têm diabetes no mundo nem têm diagnóstico, apesar da importância do tratamento precoce, que visa evitar complicações da doença", completa.

Ainda de acordo com o Atlas, 81% dos adultos com diabetes vivem em países com baixa e média renda. No último domingo (14), foi celebrado o Dia Mundial do Diabetes, com o objetivo de incentivar o diagnóstico e tratamento precoce.

Cirurgia para tratamento do diabetes
é discutida por especialistas em evento

A cirurgia metabólica para o tratamento do diabetes tipo 2 foi discutida por cirurgiões e endocrinologistas, durante dois dias 11 e 12 de novembro, no Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica.

A cirurgia metabólica é realizada de forma semelhante à cirurgia bariátrica, porém o objetivo principal é o controle da diabetes e não a redução de peso. É indicada principalmente para os pacientes que não obtêm sucesso no controle clínico e medicamentoso da doença.

O procedimento foi aprovado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em 2017, mas seu acesso ainda não é garantido por planos de saúde. No Sistema Único de Saúde (SUS), a cirurgia para o diabetes apesar de regulamentada enfrenta a lentidão das filas.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Dr. Fábio Viegas, ampliar o acesso ao tratamento cirúrgico do diabetes tipo 2 é importante para evitar complicações e óbitos causados pela doença. "O procedimento é seguro e eficaz no tratamento do diabetes. Pode salvar milhões de vidas e aumentar a qualidade de vida daqueles pacientes que mantêm o uso regular de medicamentos para o controle da doença", afirma.

PROCEDIMENTO
O procedimento é realizado por videolaparoscopia, através de pequenos furos na parede abdominal. Essa alteração promove a passagem mais rápida do alimento do estômago para o intestino e traz mudanças metabólicas como a aceleração da produção de hormônios, que atuam no pâncreas melhorando a produção de insulina, o que normaliza os níveis de glicose no sangue.

"O procedimento é seguro e eficaz no tratamento
do diabetes. Pode salvar milhões de vidas"

Dr. Fábio Viegas, presidente da SBCBM

Estudos têm demonstrado benefícios a médio e longo prazo para a qualidade de vida destes pacientes como, por exemplo, que 45% dos pacientes entram em remissão do diabetes (deixam de tomar medicamentos e insulina) já no primeiro ano de cirurgia.

Além disso, a cirurgia metabólica é uma ferramenta eficaz para prevenir complicações graves do diabetes como a insuficiência renal, a retinopatia diabética, acidentes cardiovasculares e os problemas de úlcera e gangrena dos membros inferiores que levam muitos pacientes a ter de amputar parte da perna.

 

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