Quinta, 02 Dezembro 2021

Quase um terço das mortes no Brasil é provocado por doenças cardiovasculares

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Quase um terço das mortes no Brasil é provocado por doenças cardiovasculares

Cardiologistas alertam que o estilo de vida é o principal responsável pelo quadro e é cada vez mais comum que pessoas jovens sofram de problemas cardíacos.  

As mortes por complicações do sistema cardíaco equivalem a 30% do número total, chegando a 400 mil óbitos por ano. Foto- Divulgação

A cada 90 segundos, um brasileiro morre em decorrência de alguma doença cardiovascular, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). As mortes por complicações do sistema cardíaco equivalem a 30% do número total, chegando a 400 mil óbitos por ano.

De acordo com o cardiologista André Gabriel Correa Neto, que atua no AME Itu, gerenciado pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas 'Dr. João Amorim', estima-se que, anualmente, cerca de 17 milhões de pessoas no mundo morram em função de infarto, hipertensão, insuficiência cardíaca, entre outras doenças cardiovasculares.

"Em uma sociedade que, a cada ano, cresce e envelhece mais, como é o caso da brasileira, o cuidado com a saúde cardíaca e a valorização do médico cardiologista são fundamentais para garantir a longevidade e bem-estar da população", alerta o Dr. André.

Segundo o médico, entre os problemas cardíacos que mais atingem os brasileiros está a doença isquêmica do coração, relacionada ao infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e ao acidente vascular encefálico. Dr. André ressalta ainda que condições patológicas como hipertensão arterial, dislipidemia - distúrbios do colesterol /triglicerídeos -, diabetes mellitus e a obesidade devem ser intensamente combatidas, pois são os maiores responsáveis pelo desencadeamento das doenças cardiovasculares.

O especialista explica que durante a transição para a terceira idade, entre os 50 e 70 anos, é quando as pessoas têm uma disposição maior para o aparecimento dos sintomas cardíacos. Mas, em decorrência do estilo de vida, essa faixa-etária tem diminuído.

Segundo Dr. André, até os 60 anos os homens têm mais chances de terem infartos, mas, a partir dos 70, os riscos se igualam e as mulheres passam a ter a mesma propensão.

PREVENÇÃO
Como a maioria dos problemas relacionados ao coração são causados pelo acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, algo que se inicia desde a infância, quanto antes forem adotadas medidas preventivas, menores serão as chances de o indivíduo desenvolver um infarto.

Segundo o cardiologista, esses hábitos incluem ter uma vida saudável, com a prática regular de atividade física e uma dieta balanceada, sem gordura, açúcar em excesso, massas e alimentos ultra processados.

Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e manter a boa gestão emocional, bem como o sono reparador, podem ser bons aliados. Por fim, o médico alerta para o abandono ao tabagismo para as pessoas que buscam ter um coração saudável.

TRATAMENTOS
As doenças cardiovasculares mais comuns pertencem ao grupo das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e costumam ser degenerativas e progressivas. Não existe cura plena, mas é possível conter a progressão do quadro por meio de tratamentos.

Existem quadros leves e moderados, nos quais predominam as condições de vida normal ou bem próxima de tal, proporcionando a adoção de uma rotina bem saudável. Para casos mais graves ou terminais, quando há comprometimento da expectativa de vida, pode ser recomendada a realização de procedimentos e até de um transplante de coração.

A ciência e a tecnologia evoluíram muito e existem diversos tratamentos disponíveis para tratar os problemas cardiovasculares. Apesar disso, a recomendação do Dr. André é que, na medicina como um todo, a prevenção sempre é melhor opção. 

 

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