Profissionais de saúde defendem que o tema da imunização infantil volte ao centro das agendas públicas e da comunicação em saúde.
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A vacina BCG, que protege contra as formas graves da tuberculose, atingiu 96,8% de cobertura em 2025, abaixo dos 98,63% registrados em 2024. Já a vacina contra hepatite B, aplicada no primeiro mês de vida, chegou a 95,11%, também inferior ao índice do ano anterior, de 97%.
Para Rosana Richtmann, infectologista do Delboni Salomão Zoppi e Lavoisier, marcas da Dasa (especializada em medicina diagnóstica no Brasil) em SP iniciar o ano com esse cenário exige atenção imediata de famílias e gestores de saúde. "Os primeiros meses de vida são determinantes para a proteção contra doenças graves", afirma.
Segundo a especialista, o começo do ano é um momento estratégico para corrigir atrasos vacinais. "Janeiro e fevereiro são períodos-chave para reforçar campanhas, orientar pais e responsáveis e facilitar o acesso aos serviços de imunização. Não é apenas uma questão de cumprir metas, mas de proteger uma geração inteira logo no começo da vida", completa.
Meningocócica B - Protege contra a doença meningocócica invasiva causada pelo sorogrupo B da Neisseria meningitidis. Impacto a longo prazo: além de reduzir mortalidade, a vacina previne sequelas como surdez, déficits neurológicos e amputações, condições que comprometem a qualidade de vida por toda a trajetória do indivíduo.
Beyfortus (nirsevimabe) - O nirsevimabe é uma imunização passiva indicada para proteger bebês contra o VSR durante a primeira temporada de circulação do vírus. Em 2025, a incorporação do Beyfortus na rede privada ampliou de forma significativa a prevenção de internações por bronquiolite em bebês no primeiro ano de vida, segundo dados de operadoras e serviços de imunização da saúde suplementar⁵. Impacto a longo prazo: menos hospitalizações precoces significam menor risco de complicações respiratórias recorrentes.
Hexavalente (DTPa + IPV + Hib + Hepatite B) - Combina proteção contra seis doenças graves: difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B. Impacto a longo prazo: prevenção da hepatite B crônica, principal fator de risco para cirrose e câncer de fígado; redução de sequelas neurológicas da poliomielite; menor risco de complicações respiratórias da coqueluche.
Pentavalente (DTPa + IPV + Hib) - Indicada para prevenir difteria, tétano, coqueluche, poliomielite e infecções por Haemophilus influenzae tipo b². Impacto a longo prazo: reduz o risco de sequelas respiratórias e neurológicas associadas a essas infecções, contribuindo para uma vida adulta mais saudável e produtiva.
A vacina BCG, que protege contra as formas graves da tuberculose, atingiu 96,8% de cobertura em 2025, abaixo dos 98,63% registrados em 2024. Já a vacina contra hepatite B, aplicada no primeiro mês de vida, chegou a 95,11%, também inferior ao índice do ano anterior, de 97%.
Para Rosana Richtmann, infectologista do Delboni Salomão Zoppi e Lavoisier, marcas da Dasa (especializada em medicina diagnóstica no Brasil) em SP iniciar o ano com esse cenário exige atenção imediata de famílias e gestores de saúde. "Os primeiros meses de vida são determinantes para a proteção contra doenças graves", afirma.
Segundo a especialista, o começo do ano é um momento estratégico para corrigir atrasos vacinais. "Janeiro e fevereiro são períodos-chave para reforçar campanhas, orientar pais e responsáveis e facilitar o acesso aos serviços de imunização. Não é apenas uma questão de cumprir metas, mas de proteger uma geração inteira logo no começo da vida", completa.
Com o avanço de 2026, profissionais de saúde defendem que o tema da imunização infantil volte ao centro das agendas públicas e da comunicação em saúde. A recuperação das coberturas vacinais, especialmente nos primeiros meses de vida, é apontada como uma das prioridades para evitar retrocessos em conquistas históricas da saúde brasileira.
Vacinas da infância que
protegem para a vida toda
protegem para a vida toda
A imunização nos primeiros anos de vida é um dos pilares mais sólidos da saúde pública moderna. Muito além de evitar infecções imediatas, as vacinas pediátricas reduzem o risco de complicações crônicas, sequelas permanentes e até doenças que só se manifestam décadas depois. Em um momento em que o Brasil busca recuperar as coberturas vacinais infantis, especialistas reforçam que proteger na infância é investir diretamente na saúde da vida adulta.
Pneumocócica - Indicada para a prevenção de doenças causadas pelo Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite e sepse. Impacto a longo prazo: crianças que desenvolvem formas graves dessas infecções podem apresentar sequelas neurológicas, perda auditiva e maior risco de doenças respiratórias crônicas na vida adulta.
Pneumocócica - Indicada para a prevenção de doenças causadas pelo Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite e sepse. Impacto a longo prazo: crianças que desenvolvem formas graves dessas infecções podem apresentar sequelas neurológicas, perda auditiva e maior risco de doenças respiratórias crônicas na vida adulta.
VSR (Vírus Sincicial Respiratório) - O VSR é a principal causa de bronquiolite e internações por infecção respiratória em bebês. Impacto a longo prazo: episódios graves nos primeiros anos estão associados a maior risco de sibilância recorrente, asma e limitação da função pulmonar na adolescência e na vida adulta.
Meningocócica B - Protege contra a doença meningocócica invasiva causada pelo sorogrupo B da Neisseria meningitidis. Impacto a longo prazo: além de reduzir mortalidade, a vacina previne sequelas como surdez, déficits neurológicos e amputações, condições que comprometem a qualidade de vida por toda a trajetória do indivíduo.
Beyfortus (nirsevimabe) - O nirsevimabe é uma imunização passiva indicada para proteger bebês contra o VSR durante a primeira temporada de circulação do vírus. Em 2025, a incorporação do Beyfortus na rede privada ampliou de forma significativa a prevenção de internações por bronquiolite em bebês no primeiro ano de vida, segundo dados de operadoras e serviços de imunização da saúde suplementar⁵. Impacto a longo prazo: menos hospitalizações precoces significam menor risco de complicações respiratórias recorrentes.
Meningocócica ACWY - Indicada para prevenir a doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y⁴. Impacto a longo prazo: além de proteger diretamente a criança, contribui para a redução da circulação da bactéria na comunidade, ampliando a proteção de adolescentes e adultos.
Hexavalente (DTPa + IPV + Hib + Hepatite B) - Combina proteção contra seis doenças graves: difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B. Impacto a longo prazo: prevenção da hepatite B crônica, principal fator de risco para cirrose e câncer de fígado; redução de sequelas neurológicas da poliomielite; menor risco de complicações respiratórias da coqueluche.
Rotavírus pentavalente - Protege contra os principais sorotipos do rotavírus, responsável por quadros de diarreia grave em lactentes². Impacto a longo prazo: evita desidratação severa, hospitalizações repetidas e prejuízos ao desenvolvimento nutricional e imunológico, fatores que influenciam a saúde ao longo da vida.
Pentavalente (DTPa + IPV + Hib) - Indicada para prevenir difteria, tétano, coqueluche, poliomielite e infecções por Haemophilus influenzae tipo b². Impacto a longo prazo: reduz o risco de sequelas respiratórias e neurológicas associadas a essas infecções, contribuindo para uma vida adulta mais saudável e produtiva.
Em um cenário de recuperação das coberturas vacinais no Brasil, especialistas defendem que ampliar o acesso à informação qualificada e facilitar a adesão às vacinas pediátricas são passos decisivos para garantir não apenas uma infância mais protegida, mas uma sociedade mais saudável no futuro.