Lavagem adequada das mãos continua sendo uma das principais barreiras contra doenças em hospitais e ambientes de saúde.
Um gesto simples e cotidiano continua sendo uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças e salvar vidas dentro das instituições de saúde: a higienização correta das mãos. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostram que somente em 2025 o Brasil registrou mais de 105 mil mortes por influenza e pneumonia, além de 2,5 mil óbitos relacionados ao coronavírus. No estado de São Paulo, foram mais de 30 mil mortes por gripe e pneumonia no mesmo período.
Especialistas alertam que a falta de higiene adequada das mãos contribui diretamente para a transmissão de diversas doenças, como gripe, conjuntivite, hepatite A, diarreias e outras infecções. Segundo a infectologista Cláudia Vidal, o hábito de lavar as mãos corretamente pode reduzir em até 40% o risco de contaminações.
A pauta também chama atenção para as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), consideradas um dos principais desafios dos sistemas de saúde em todo o mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que até 30% dos pacientes internados em UTIs podem ser afetados por esse tipo de infecção.
No Brasil, relatórios da Anvisa mostram avanços nos indicadores, mas revelam que o risco ainda permanece elevado, especialmente em unidades de terapia intensiva e neonatais.
Outro ponto de preocupação é o uso inadequado de antibióticos, que contribui para o aumento da resistência bacteriana. A OMS estima que, até 2050, as infecções resistentes possam provocar até 10 milhões de mortes por ano no mundo.
Especialistas defendem que o fortalecimento das medidas de prevenção, principalmente a higiene das mãos e o uso racional de antimicrobianos, é fundamental para garantir a segurança dos pacientes, evitar complicações e reduzir custos nos serviços de saúde.