Reunião com Defesa Civil e empresa contratada definiu realocação provisória dos gabinetes durante período de interdição.
A Câmara Municipal segue com parte de suas instalações interditadas após infiltrações registradas na noite de segunda-feira (27), que agravaram as condições do prédio após a chuva, especialmente em áreas que já passavam por obras na cobertura. A ocorrência atingiu o segundo andar, onde estão localizados os gabinetes de vereadores.
Segundo a Defesa Civil, a interdição tem caráter preventivo e foi adotada para garantir a segurança de servidores e do público, diante de riscos relacionados ao comprometimento do forro e das instalações elétricas. Imagens obtidas pela reportagem mostram danos no forro de gesso, com trechos cedendo, estruturas internas expostas e fiação aparente. Em alguns pontos, baldes foram distribuídos para conter a água que escorreu do teto, evidenciando a extensão do problema.
Diante do cenário, a Câmara iniciou a busca por espaços alternativos para manter o funcionamento administrativo. A solução definida até o momento prevê a realocação temporária dos gabinetes dos vereadores durante o período de interdição.
O encaminhamento foi discutido em reunião na terça-feira (28), com o presidente da Câmara, vereador Paulinho do Esporte (Podemos), representantes da Defesa Civil, diretores do Legislativo e da empresa responsável pela obra.
MANUTENÇÃO
A intervenção no telhado é executada pela empresa RBN Construções e Serviços Ltda, ao custo de R$ 277 mil. O contrato prevê a elaboração de projetos, remoção e reinstalação do sistema fotovoltaico, além de impermeabilização e adequação das caídas de água - etapa considerada essencial para evitar infiltrações.
O cronograma inicial estabelecia prazo de 75 dias para as principais etapas da obra. A ordem de serviço foi emitida em 4 de dezembro de 2025, suspensa no dia 19 do mesmo mês em razão do recesso de fim de ano e retomada em 7 de janeiro.
Apesar dos danos, a sessão ordinária de quarta-feira (29) ocorreu normalmente. Isso porque a interdição atinge o segundo andar do prédio, sem comprometer, até o momento, as atividades realizadas no térreo.
Ainda não há previsão para liberação da área interditada. A definição dos próximos passos e de um novo prazo depende das avaliações técnicas em andamento e das medidas que serão adotadas pela empresa responsável pela obra. Durante o tempo de interdição, a empresa buscará realizar o serviço de impermeabilização, mas sua conclusão ainda dependerá das condições climáticas.