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Publicado em 11/08/2017 às 15h31
Hitchcock, 128


RODRIGO ROMERO

Eu não me lembro de como comecei a me interessar por Alfred Hitchcock, produtor, roteirista, ótimo diretor de atores, talvez o de melhor talento entre as décadas de 1940 e 1960. Neste 13 de agosto, ele atravessa seu 128º aniversário e, dentre as tantas injustiças que envernizam esta trajetória é o Oscar jamais ter chegado às suas mãos.

Escrevi sobre o Mestre do Suspense algumas vezes neste espaço. Os seus longas-metragens dominaram mentes de cinéfilos interessados em descortinar os mistérios por trás daquela figura de bochechas largas e ar de bonachão. Ilustrarei o texto de hoje com números.

As indicações ao maior prêmio da sétima arte foram cinco: 1941, por ‘Rebecca: A Mulher Inesquecível’ – o filme venceu, ele não; 1945, por ‘Um Barco e Nove Destinos’, 1946, por ‘Quando Fala o Coração’, 1955, por ‘Janela Indiscreta’, e finalmente em 1961, ‘Psicose’. Nestas duas últimas, a estatueta deveria ser dele. Se considerarmos que Charles Chaplin também não levou um Oscar sequer...

No Globo de Ouro, porém, teve mais sorte. Levou dois troféus: 1958, melhor série (‘Alfred Hitchcock Apresenta’), e, pelo conjunto da obra, em 1972, conquistou o Prêmio Cecil B. DeMille (no Oscar, em 1968, ganhou o Prêmio Irving Thalberg). Aos 72 anos, em 1971, o Bafta, Oscar da Inglaterra, lhe concedeu, também pela carreira toda, a estatueta. Hitchcock possuía características interessantes para desenvolver seus filmes.

Uma delas era o MacGuffin. Explico. Este conceito era usado pelo cineasta a inserir qualquer objeto na trama. E a partir dele, desatar o nó do roteiro. Exemplo: em ‘Psicose’ (1960), a personagem Marion (Janeth Leigh) só se dirige ao Bates Motel, onde seria morta pela ‘mãe’ de Norman, porque a intensão dela era fugir após ter roubado o dinheiro de seu patrão.

No desenrolar do blocked, o dinheiro é deixado de lado, digamos assim. Neste caso, em ‘Psicose’, o dinheiro é o tal MacGuffin, um pretexto se preferir. Outra singularidade do diretor era o Vilão Inocente. E isto em ‘Intriga Internacional’ (59) é o mamão com açúcar. Roger Thornhill (Cary Grant) é confundido com um espião perigosíssimo ao simplesmente levantar a mão para chamar um garçom, quando estava no restaurante.

Durante todo o filme, tentar escapar dos autênticos vilões e provar sua inocência. Eve Kendall (Eva Marie Saint) dá a ele o devido apoio. Hitchcock morreu em 1980, aos 81 anos. Seu valor até hoje prevalece demais.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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