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Publicado em 12/02/2016 às 15h59
A perseguição implacável continua


JOSÉ LUIZ BEDNARSKI

O início da perseguição ao bandido foi tão extasiante, que até me desorientei no espaço. Como bem observado por nosso atento leitor Salvador Cabrera, o laureado Poeta Vadô, se o roubador foi avistado no Largo do Riachuelo, a caçada só pode ter sido iniciada na Rua Luiz Simon, jamais na Lúcio Malta.

Persignada a errata nos prolegômenos, voltemos à vaca fria. Fechado diversas vezes por meu jipe sujo e andando em círculos, o desesperado ladrão estava entregue, faltando apenas o xeque-mate para detê-lo. Pena que eu havia deixado o spray de pimenta em casa. De quebra, se fosse para prendê-lo, eu teria também de tirar o bilhete de zona azul para estacionar o automóvel, sempre um complicador na equação.

Enquanto a dúvida bivacava em meu imo, um Fiat prata ultrapassou-me pela direita, em alta velocidade. A manobra arriscada evocou-me a inarredável pertinência do projeto de lei recentemente aprovado para criação do Dia Municipal do Instrutor de Autoescola (que deveria se estender, a bem do interesse público e por justiça, aos valorosos professores de direção náutica, ferroviária e aérea).

Como nas vezes anteriores, usei meu carango para fechar o cruzamento da Antonio Afonso com Ladeira Rodolfo Siqueira. Restou ao punguista tentar descer à Praça Elvira Lopes Leal. Em vão, pois se defrontou com a dupla de policiais. O Tempra prateado estava parado no meio da rua, com as portas abertas, um pouco adiante da minha condução. Compreendi a cena rapidamente. O motorista atrás de mim, ao ver-me perseguir o trombadinha, teve uma ótima ideia – deu carona aos militares cansados, e seguiu no encalço.

Desci do veículo empoeirado para conferir a prisão de perto. Os agentes da lei trabalharam coordenadamente. Enquanto um apontava a pistola ao detido, o segundo levou-o ao solo com uma chave de braço e dominou-o com o joelho nas costas. Numa fração de segundos, o batedor de carteira estava algemado, pura maestria em defesa pessoal e artes marciais mistas. Conduta escorreita e profissional, sem qualquer uso desnecessário de força.

Porém, prenda fôlego o leitor. A história não acaba por aqui. Falta o final feliz.

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Coluna assinada pelo Promotor de Justiça da Cidadania, José Luiz Bednarski. Uma abordagem apartidária, com discussão aberta dos assuntos de interesse geral; o amadurecimento paulatino da cidadania, a força da população em diálogo com órgãos independentes representativos, como MP, Defensoria Pública e outras instituições criadas ou fortalecidas a partir daConstituição de 1988.


E-mail do autor: joseluizbednarski@gmail.com
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