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Publicado em 20/01/2014 às 13h58
Vítimas do Mercado
A redação / Diário de Jacareí

O saldo de empregos da indústria de transformação não tem sido nada otimista para o setor, pelo menos neste início de ano, em Jacareí. O mês de janeiro sequer terminou e duas empresas anunciaram o encerramento de suas atividades no município. Com as portas fechadas, mais de 170 trabalhadores perderam seus empregos, em um intervalo de tempo de apenas 10 dias.

E o discurso das empresas para justificar suas decisões de fechar as portas e ir embora é o mesmo ‘economiquês’ de sempre. No caso da Emerson Network Power, a justificativa da direção da empresa estava baseada nas “condições no setor e na maneira através da qual era preciso gerir os custos em base global para manutenção da competitividade” e que por isso parte da produção local foi transferida para a unidade de Sorocaba (SP). Já no caso da Inox, depois de alegar ‘problemas financeiros’, a fábrica demitiu cerca de 70 funcionários, além de deixar para trás dívidas trabalhistas que somam R$ 19 milhões, entre salários, verbas rescisórias, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e Previdência Social.

É compreensível a explicação do empresariado do setor industrial de que é preciso adequar-se às situações macroeconômicas para sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo e globalizado, mercado este tão ‘volátil’ quanto um piscar de olhos. No entanto, a crítica que se faz não está diretamente relacionada ao ‘vai e vem’ dos mercados supranacionais, mas especificamente na relação estabelecida com o trabalhador brasileiro.

A cada dia, empresas abrem e fecham suas portas por todo o país, mas o custo desse ‘processo migratório’ é deixado, exclusivamente, na mão do trabalhador sob a forma de direitos não recebidos. Há uma impotência dos sindicatos e do poder público no sentido de minimizar o impacto dessas demissões, especialmente depois que uma empresa decide fechar as portas.

Destarte, percebe-se nas relações trabalhistas, o poder exercido pelo sistema financeiro sobre o Estado e suas representações. Globalizado, não há fronteiras nacionais que impeçam tal sistema de imprimir suas necessidades, em especial sobre nações que carregam em seus processos históricos cicatrizes culturais de colonização exploratória, como o Brasil.

Mas, o que fazer para virar o jogo e reverter tal sensação de impotência social? O trabalho do poder público local para atração de novas empresas é importante para a geração de novos postos de trabalho, mas será inexpressivo sem o compromisso com a Educação.

É preciso fomentar a Educação e promover o conhecimento científico na massa trabalhadora brasileira, pois é também através da Educação que se atinge mobilidade (ascensão) social. Enquanto este conceito estiver em baixa aos olhos da classe política, os empregos continuarão ‘vítimas do mercado’ e do vai e vem de suas necessidades.

É a nossa opinião.

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