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Publicado em 25/05/2018 às 17h02
Se permanecerem os sintomas...
A Redação / Diário de Jacareí

Em 1906, inspirada em princípios anarquistas, uma rede solidária de sindicatos dos ferroviários organizou uma primeira grande greve. A intenção era parar o país. Esse movimento, que teve apoio de outros sindicatos, demonstrou na ocasião a força que tinha. Na década de 1960, meio século depois, o escritor gaúcho Lauro Trevisan, de Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul, lamentava que famílias santa-marienses estivessem praticamente impedidas de visitar parentes ou se deslocarem para a capital, porque a maioria dos assentos dos trens estava ocupada por ferroviários e seus parentes. Como não pagavam passagem, aproveitavam os fins de semana muitas vezes só pelo passe gratuito.

Veio a reação. Empresas investiram em ônibus e caminhões e praticamente “mataram” o trem. Como “o homem faz e o diabo desfaz”, segundo o ditado, montou-se toda uma estrutura para atender à nova realidade nem sempre composta por gente bem intencionada. Vieram grandes transportadoras, empreiteiras a melhorar estradas, atravessadores nos centros de abastecimentos (cuja única atividade era controlar os preços como lhes convinha) e até desonestos que desviavam dinheiro dos pedágios. Como resultado, chegamos neste segundo decênio do século 21 com caminhoneiros e empresas de transportes parando o país pelo tempo que quiserem.

Há um ponto comum e subjetivo nessa caminhada revoltante: a maioria honesta da população sempre paga a conta. Seja em dinheiro, em sonhos desfeitos ou por morte em hospitais por falta de atendimento adequado. Também, humilhada pelo desemprego ou pelo deboche implícito de quem prometeu melhorar as coisas se fosse eleito. “Mudam as moscas”, não as estruturas. Quem, de fato, vem recompondo tal realidade é ora um lado ora outro de conjunto de interessados poderosos, muitos dos quais aproveitadores especialistas em lucrar em qualquer situação.

Esta semana, em Jacareí, alguns jovens parece terem acordado. Pretendem liderar um movimento em que a grande massa da população, “essa que só paga as contas”, também se levante em um grande “basta!”. Farão trabalhos junto à sociedade organizada, agitarão pelas redes sociais, farão passeatas, além de outros “remédios” que acham eficazes. Mas, “se permanecerem os sintomas”, Deus deve ser clamado. Será o que resta.

É a nossa opinião.

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