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Publicado em 30/03/2020 às 16h38
Quarentena decretada em São Paulo segura pico da pandemia, diz estudo
A Redação / Governo de SP
Governo de SP
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Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (30), no Palácio dos Bandeirantes, durante entrevista coletiva

As medidas de contenção ao novo coronavírus, implementadas no estado pelo Governo de São Paulo, surtiram efeito e já seguram a disseminação da Covid-19, garantindo disponibilidade de leitos na rede hospitalar. Sem a quarentena decretada pelas administrações estadual e municipal da capital, o pico de casos de internação ocorreria já na primeira semana de abril e o sistema de saúde ‘entraria em colapso’, diz em nota.

A conclusão é de um estudo feito pelo Instituto Butantan, em parceria com o Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo e a UnB (Universidade de Brasília). Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (30), no Palácio dos Bandeirantes, durante entrevista coletiva.

Os resultados do estudo foram detalhados pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. O Butantan e o Centro de Contingência já haviam divulgado, na última sexta-feira (27), que as medidas de restrição vigentes reduziram os índices de contágio. A taxa era de uma pessoa para três em 20 de março e caiu de uma para duas pessoas em 25 de março.

CAPITAL PAULISTA
A cidade de São Paulo possui cerca de 6 mil leitos hospitalares e outros mil de UTI. Com a redução do contágio, em razão do distanciamento social, o pico de internações na capital pelo novo coronavírus está projetado para a última semana de abril e, conforme o estudo, a necessidade de acréscimo de leitos à rede será substancialmente menor, sem colapsar o sistema.

Ainda segundo projeções realizadas por epidemiologistas do Instituto Butantan, sem as medidas de restrições, a epidemia de coronavírus no Estado duraria 180 dias, contados desde fevereiro – quando o primeiro caso foi registrado -, e terminaria em setembro. Nesse cenário, seriam ao todo 277 mil mortes, 1,3 milhão de hospitalizados e 315 mil casos graves com necessidade de internação em UTI. Já com as medidas adotadas, o número poderá chegar a 670 mil hospitalizações e 147 mil casos graves.

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