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Publicado em 22/05/2013 às 16h50
Proatividade socioambiental
A redação / Diário de Jacareí

São louváveis e devem ser apoiadas todas as iniciativas, sejam elas públicas ou privadas, para a promoção da qualidade de vida do cidadão e ambiental nas cidades brasileiras. Projetos como o da Cooperativa Jacareí Recicla, em parceria com a Prefeitura, é uma política socioambiental que, além de atuar na redução do despejo de materiais inorgânicos no aterro sanitário, tira da rua e da informalidade pessoas catadoras de lixo, oferecendo uma nova oportunidade de vida para as famílias.

No entanto, gerar emprego e renda para a população, assim como reciclar materiais inorgânicos e transformá-los em novos produtos com valor agregado, é apenas uma etapa para a complementação de uma efetiva política ambiental que permita integrar o fluxo dos resíduos, desde sua geração, passando pela captação, transformação e destinação final.

É fundamental que o poder público adote uma abordagem proativa na gestão de resíduos sólidos. E neste aspecto, Jacareí carece de atitude administrativa para tirar do papel projetos ambientais que complementem as ações já existentes.

Um exemplo dessa integração de ações voltadas para o Meio Ambiente seria a instalação de uma central para o tratamento dos resíduos sólidos, capaz de transformar e reaproveitar a matéria orgânica despejada no aterro sanitário em, por exemplo, novas fontes de energia limpa, como o biogás e/ou energia elétrica. Através de uma central de reaproveitamento, a estação processa e queima o gás metano produzido a partir da decomposição do lixo aterrado, gerando energia elétrica, que pode ser comprada e distribuída na rede por companhias energéticas estatais.

Devido ao seu alto custo de investimento em equipamentos, projetos desse tipo são inexequíveis, se pensados em escala local. Os pequenos e médios municípios brasileiros não dispõem de recursos públicos suficientes destinados a atender este tipo de infraestrutura. Assim, para que estes sejam compatíveis com o orçamento, é primordial a criação de consórcios para a concessão de exploração dos serviços em contratos, através dos quais a prefeitura recebe dividendos provenientes da concessão pública, como forma de contrapartida.

A interface entre as ações sociais – na promoção da formalidade do emprego e da renda daqueles que fazem do ato de catar lixo uma profissão – com o conjunto de práticas ambientais que, de maneira efetiva, executem a interligação das ações de captação do lixo produzido, logística de separação, destinação e reaproveitamento dos resíduos para produção de energia limpa, é o caminho de mão única que vai ao encontro do desejo comum para o bem estar e melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

 

É a nossa opinião.

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