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Publicado em 05/04/2020 às 10h11
Pensar demais e de forma negativa sobre um assunto prejudica a sua saúde mental
A Redação / Assessoria de Imprensa
Divulgação/MF Press Global
Divulgação/MF Press Global
O alerta é do jornalista, filósofo e psicanalista Fabiano de Abreu

Em todo lugar não tem havido outro assunto senão o coronavírus. A pandemia global tomou conta de todos os noticiários e se tornou o foco das atenções devido ao surto que está causando mortes e pavor em todos os países. O clima é de medo e o cenário em muitos lugares que beiram o que vemos em filmes de ficção pós-apocalípticos. Sendo assim, como proceder para manter não apenas a calma, mas a sanidade mental?

O filósofo e psicanalista Fabiano de Abreu afirma que pensar demais nestes assuntos e dar lugar a negatividade efetivamente prejudica a saúde mental das pessoas: “temos que apelar para o poder do equilíbrio. Este é o momento em que temos que exercitar a meditação, que é quando buscamos um pensamento centrado para encontrar soluções. Dar lugar ao medo não é a resposta.”

O psicanalista aponta que nosso cérebro não para de pensar, e que isto é algo normal, mas que devemos assumir o controle daquilo que podemos controlar. “Nossa mente está sempre ativa e nosso cérebro está a todo momento enviando e recebendo impulsos elétricos intermitentes que funcionam até mesmo na hora de dormir, por isso sonhamos. Há coisas que não podemos evitar. Contudo, se depositarmos toda a nossa energia em pensamentos negativos, isso afetará não só nos meios para encontrar uma solução, uma saída para o problema, como também causará enfermidades sejam mentais ou físicas”, enfatiza.

O PENSAMENTO
Abreu refere que "só sentimos o que pensamos. Se condicionar a mente no que gostamos, nos sentimos bem.” Esta frase, segundo ele, traz à reflexão sobre o momento em que vivemos. "Esta minha frase filosófica foi pensando no momento atual, onde estamos a sofrer com a incógnita do coronavírus e as notícias que criam um alarde necessário para despertar a nossa atenção e nos precavermos utilizando do pânico uma medida rápida para que possamos cooperar para a não proliferação da doença”, esclarece. 

TREINE SUA MENTE
O especialista aponta que podemos e devemos treinar a nossa mente para que maus pensamentos não sejam determinantes no nosso futuro, mas apenas um sinal de alerta para tomarmos atitudes. “Nós sentimos o que pensamos. Se concentrarmos em pensamentos negativos sentiremos só sentimentos e emoções negativas e isso, como um ciclo, como um copo vazio a deixar cair gotas dentro dele, uma hora, transbordará e as consequências não serão nada boas, podendo acarretar em diversos problemas na saúde mental e física, podendo tornar-se patológico”.

SOLUÇÕES
Fabiano de Abreu aponta como uma forma de encontrar soluções a mudança de ambiente, para promover um novo olhar sobre situações e questões "Eu sempre aconselho as pessoas a mudarem de ambiente, mudar de companhias, mudar de atmosfera para encontrar argumentos para outros pensamentos. Agarre-se a bons pensamentos e crie metas que possam satisfazê-lo de esperança para que não seja dominado pelos pensamentos negativos.”

Há mais pessoas a ler comentários do que a notícia

Um pequeno estudo feito pela empresa de assessoria de imprensa e mídia social MF Press Global constatou que há muitas pessoas que leem os comentários das notícias e não chegam a ler a notícia. Dessa forma, são facilmente induzidas ao erro.

Ceo da empresa, o jornalista, filósofo e psicanalista, Fabiano de Abreu, explica o porquê dessa situação. Segundo ele, as novas gerações que têm preguiça de ler o conteúdo, são pessoas que buscam a simplificação e o imediato. Dessa forma conteúdo é perdido e as pessoas possuem mais tendência a não pensar pela própria razão.

“Estamos na era da preguiça, como escrevi em uma das minhas teorias no artigo ‘A internet está deixando as pessoas menos inteligentes’ as pessoas buscam absorver muitas informações pelo excesso de conteúdo, mas não buscam nenhuma informação completa. O cérebro não acostumado com este excesso de informação e vinculado a ansiedade não permite que o armazenamento, acionando a letargia mental e fazendo com que as pessoas não se interessem no conteúdo em sua profundidade e sim superficial.", explica.

Segundo o filósofo as pessoas vivem numa era em que a autoafirmação se dá pela diferença, pela revolta, pela criação de contracorrentes. O especialista afirma, contudo, que essa mesma geração prefere ler apenas os comentários do que as notícias e, por essa mesma razão, a imagem tem um papel central nos dias de hoje. 

O psicanalista alerta ainda que, na sua opinião, os cérebros estão mais lentos na sua observação de informação e sobretudo no processamento. Ele acredita que um fator que muito contribuiu para o caso foi a perda de vocabulário. "Diminui-se a capacidade de interpretar, pois a linguagem em forma de palavras, principalmente escritas, diminuiu. São raras as pessoas que compreendem um mito, uma metáfora, uma analogia.", analisa.

Fabiano de Abreu aponta ainda o fato de que muito da comunicação que mantemos hoje em dia não é presencial. Desse modo, o indivíduo aproveita o fato de estar escondido atrás de um computador e inicia muitos debates que não teria coragem de fazer quando pessoalmente. "É uma maneira de ser visto, notado, sem ser repreendido e mais, na falta de argumentos é mais fácil desconectar-se do que responsabilizar-se pelas consequências”, finaliza.

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