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Publicado em 03/11/2019 às 19h37
Mortes por dengue no país aumentam cinco vezes em relação ao ano passado
Felipe Pontes / Agência Brasil/Diário de Jacareí
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Pneus velhos com água parada dentro contribuem para proliferação do mosquito da dengue

Até 12 de outubro deste ano, houve 689 mortes em decorrência da dengue em todo o país, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, número quase 5,4 vezes maior que as 128 mortes registradas no mesmo período de 2018.  

Ao todo, foram registrados 1.489.457 milhões casos notificados de dengue em 2019, até o 12 outubro, número cerca de 690% maior do que os 215.585 casos de 2018. A dengue atinge até o momento 708,8 em cada 100 mil habitantes. 

JACAREÍ
Procurada pelo Diário de Jacareí, nesta segunda-feira (4), a Prefeitura Municipal informou que, de janeiro a setembro deste ano, Jacareí registrou 407 casos de dengue, sendo 331 autóctones (quando a doença é transmitida dentro do próprio município, e não trazida por alguém que se contaminou em outro local) e 76 importados. 

No mesmo período, em 2018, Jacareí registrou 24 casos apenas, sendo 16 autóctones e oito importados. Nenhum desses casos provocou morte. 

AÇÕES
A Diretoria de Vigilância à Saúde intensificou visitas a imóveis e obras, avaliações periódicas de densidade larvária, controle de criadouro, controle químico e infestação de vetores em território, traçando e identificando áreas prioritárias para atuação. 

Além disso, o setor tem promovido ações descentralizadas, por meio da distribuição de agentes de combate às endemias em Unidades de Saúde em bairros de Jacareí.

PAÍS
A região com a maior taxa de incidência é a Centro-Oeste, com 1.235,8 para cada grupo de 100 mil habitantes, apesar de ter um número menor de casos. Os estados de Minas Gerais (482.739), onde houve 154 mortes confirmadas, e São Paulo (442.014), com 247 mortes confirmadas, concentram 62% dos casos prováveis. No Sudeste, a taxa de incidência é 1.151,8 para cada grupo de 100 mil habitantes.

No período, o ano de 2019 é o terceiro com a maior notificação de casos de dengue no Brasil desde o início da série histórica, em 1998, ficando atrás somente de 2015 (1,68 milhão) e 2016 (1,5 milhão).

Entre as possíveis causas para o avanço da dengue está a volta de um sorotipo da doença que há anos não circulava no Brasil, conforme destacou na sexta-feira (1º) o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Outros fatores que contribuem para o retorno da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypt concentram-se no aumento das chuvas em algumas regiões e também uma menor prevenção.

Casos de chikungunya e zika
também registram aumento

O levantamento do Ministério da Saúde também reúne informações sobre a febre chikungunya. Ao todo, os estados já contabilizavam, até 12 de outubro deste ano, 123.407 casos, contra 78.978 do mesmo período em 2018.

Segundo o ministério, o índice de prevalência da infecção, que também tem como transmissor o mosquito Aedes aegypti, é bastante inferior ao da dengue: 58,7 casos a cada 100 mil habitantes. Os estados do Rio de Janeiro (83.079) e do Rio Grande do Norte (12.206) concentram 77,2% dos casos prováveis.

Até o encerramento do balanço, haviam sido confirmadas 75 mortes provocadas pela Chikungunya.

O boletim epidemiológico acompanha também a situação do zika. O levantamento, nesse caso, vai até 21 de setembro, quando foram registrados 10.441 casos notificados da doença. Neste ano, o zika vírus foi a causa da morte de três pessoas.

RECOMENDAÇÕES
Para reduzir a proliferação do mosquito vetor das doenças, o Ministério da Saúde aconselha a população a manter ações de prevenção, como verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa. Outra recomendação é lavar semanalmente, com água e sabão, recipientes como vasilhas de água do animal de estimação e vasos de plantas.

Não deixar que se formem pilhas de lixo ou entulho em locais abertos, como quintais, praças e terrenos baldios é outro ponto importante. Outro hábito que pode fazer diferença é a limpeza regular das calhas, com a devida remoção de folhas que podem se acumular durante o inverno.

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