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Publicado em 18/03/2020 às 16h49
Covid-19 não é doença somente de idosos, alerta OMS
Jonas Valente / Agência Brasil
Divulgação/Josué Damasceno/IOC/Fiocruz
Divulgação/Josué Damasceno/IOC/Fiocruz
Diagnostico laboratorial no Rio de Janeiro de casos suspeitos do novo coronavirus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quarta-feira (18) que a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, não atinge somente idosos. Medidas de prevenção e tratamento devem ser empregadas por governos e pessoas também no caso de adultos saudáveis e até mesmo de crianças.

A entidade reiterou que a maior taxa de mortalidade vem ocorrendo entre a faixa acima dos 60 anos, mas esse fato não pode justificar uma tranquilidade e um descuido no restante da população. As providências, acrescentaram os representantes da organização, devem ser tomadas por todas as pessoas.

“Nos dados, o número de casos com crianças é mais baixo do que em adultos. Elas podem desenvolver doenças, mas a maioria está infectada com doenças mais leves. Mas sabemos que crianças são suscetíveis. Na China, várias evoluíram para estados mais graves. E há o registro de uma morte na China”, declarou a chefe da área de doenças da OMS, Maria Van Kerkhove.

“Não é uma doença somente dos idosos. Pessoas mais jovens experimentam doença menos severa, mas temos que observar todos, até os casos mais leves. Todo caso suspeito deve ser testado. Se mostrar sintomas deve ser testado”, acrescentou o diretor executivo da OMS, Michael Ryan. Na Coreia do Sul, exemplificou, apenas 20% das mortes tiveram como vítimas pessoas idosas.

A ampliação dos testes tem sido um desafio para governos. Mas para o diretor executivo, a aplicação insuficiente de testes está mais relacionada às estratégias dos governos do que à ausência de kits e insumos por parte dos laboratórios. “Se você vai testar cada caso suspeito os países vão ter a capacidade”, afirmou.

A chefe da área técnica da OMS ressaltou que países devem procurar como ampliar a oferta de testes. “Países precisam usar os fundamentos, mas pensar em formas inovadoras de encontrar as pessoas e enfrentar a disseminação. Já há casos, por exemplo, de exames em ‘drive thru’ [termo utilizado para coleta direta no carro de alimentos em lanchonetes]”, disse Maria Van Kerkhove.

CASOS
A última atualização da OMS, desta quarta-feira (18), contabilizou 193.475 casos confirmados, com 7.864 mortes. Desde o início da pandemia, 164 países registraram casos. A China mantém-se com o maior número de casos (81.151), seguida de Itália (31.506), Irã (16.169), Espanha (11.178) e Coreia do Sul (8.413).

SUPRIMENTOS
Outra preocupação dos integrantes da direção da OMS diz respeito aos suprimentos de saúde. A organização informou que dialoga com os governos para assegurar o acesso a equipamentos e insumos no mercado. A entidade pede ainda que as autoridades garantam a oferta desses produtos aos profissionais da área

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