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Publicado em 10/09/2014 às 14h32
Contas Eleitorais
A redação / Diário de Jacareí

A divulgação da segunda parcial de prestação de contas das campanhas eleitorais pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) revelou a disparidade que há nas doações para as campanhas dos candidatos que vão disputar as eleições deste ano. Nas devidas proporções, seria algo como a história do ‘primo pobre e o primo rico’. Enquanto alguns não contam com quase nada para realizar a sua campanha, outros candidatos podem contar com uma fonte bem atrativa de recursos.

Para muitos, isso pode soar até como algo irregular, mas a realidade mostra que não é assim. É óbvio que o candidato que apresenta maiores chances de ser eleito é o que mais se estruturou (política e financeiramente), e sendo um político que já foi eleito em outras eleições, a atração por ‘apoios e/ou investimentos’ na campanha aumenta ainda mais. A verdade é que o dono do dinheiro não aposta em ‘pangaré’.

Algo, porém, é imprescindível: estar atento na identificação dos doadores de campanha e depois acompanhar o comportamento do candidato eleito em relação a seus benfeitores financeiros, pois é bem conhecido o dito popular que “uma mão lava a outra”. Sendo assim, não é errado pensar que uma doação, na realidade, é um investimento, principalmente, no campo político, que não é tão transparente como deveria ser.

No caso de empresas doadoras, não é tão absurdo chegar à conclusão que estão financiando algo agora, vislumbrando o lucro logo adiante, num tempo não muito distante. Elas, na verdade, estão de olho em futuros contratos em administrações públicas do partido do candidato que ajudaram a eleger com suas doações de campanha eleitoral. E por parte do candidato beneficiado, há um certo comprometimento com os seus ‘apoiadores’.  E isso pode se repetir indefinidamente. As empresas que conseguem realizar obras públicas, numa próxima eleição, serão oportunas doadoras de campanha.

Também no mundo considerado miúdo no nababesco mercado político, as mãos também podem ser molhadas: a pessoa doa uma quantia para que depois, após o candidato ser eleito, ela possa se valer de polpudos cargos comissionados que serão destinados aos doadores ou a quem eles indicarem. Nesse caso, pode também ocorrer o inverso: os já comissionados acabam, por livre e espontânea pressão, sendo ‘convidados’ a fazer a sua doação ao candidato do partido, para o qual prestam serviços.

Pelos dados da Justiça Eleitoral, também é possível notar que certos candidatos ainda não lançaram receitas nem despesas de campanha. Alguns deles, sequer declararam os bens que são de sua propriedade. Agindo dessa maneira, fica até a suspeita de que estariam querendo esconder algo.

E nessa história toda, como fica o eleitor? Ora, para muitos políticos, ele não passa de um detalhe, um mero coadjuvante num enredo sombrio e muitas vezes, catastrófico para toda a população. Mas, que o eleitor fique esperto para não fazer papel de otário e tome consciência de sua força, a poderosa arma do voto.

Por essas e outras, o eleitor deve consultar os dados dos candidatos no site do Tribunal Superior Eleitoral (www.tse.jus.br), cujo acesso é livre a todos os cidadãos. O Diário de Jacareí, ao informar em detalhes, está fazendo a sua parte.

É a nossa opinião.

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