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Publicado em 26/09/2020 às 17h00
Com reabertura gradual, retomada de atividade física requer cuidados
A Redação / Assessoria de Imprensa
Divulgação
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O alongamento antes do treino, é importante na visão do especialista

Aos poucos, algumas atividades vão retomando após serem totalmente interrompidas por conta da pandemia. Com a reabertura de academias e espaços para práticas de modalidades esportivas alguns cuidados precisam ser observados para evitar nova parada. 

Para quem pensa em retomar os exercícios físicos após seis meses sem se exercitar, o desafio é voltar ao ritmo com o menor risco possível de lesões e, por isso, a retomada requer cuidados, salienta o presidente da ABTPé (Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé), José Antônio Veiga Sanhudo.

Nos consultórios, os especialistas observam que as rupturas do tendão de Aquiles, por exemplo, são habitualmente muito mais frequentes nos meses de outubro, novembro e dezembro de cada ano, quando os indivíduos que estavam sedentários durante o inverno retomam as atividades esportivas sem os devidos cuidados.

“É importante retomar os treinos sob orientação de um profissional e de forma gradual, fazendo os exercícios com uma intensidade ou carga menor do que estava acostumado, para que o corpo possa se readaptar. A retomada das atividades na intensidade prévia à parada pode causar fortes dores musculares e lesões sérias, com comprometimento desta retomada”, ressalta o especialista.

O alongamento antes do treino, embora dispensado por alguns educadores físicos, é importante na visão do especialista, pois prepara o corpo para o esforço, diminui a tensão das estruturas musculotendíneas e tem por objetivo minimizar lesões, como o estiramento ou mesmo a ruptura destas estruturas.

RETOMADA GRADUAL
O presidente da ABTPé, José Antônio Veiga Sanhudo, recomenda que a retomada seja gradual, respeitando a regra de reiniciar os exercícios físicos com 50% da intensidade e 50% da carga que vinha realizando antes da parada, e aumentar não mais do que 10% por semana. “Com este cuidado, as chances de lesão são muito menores”, pontua.

Para quem deseja retornar às corridas, fazer exercícios para os músculos dos pés é essencial, ressalta o especialista.  “O pé é o primeiro amortecedor na corrida, mas ele precisa estar com a musculatura bem condicionada para exercer essa função, do contrário, o corpo tende a sofrer mais com o impacto de cada passada”, fala.

Treinos de propriocepção (equilíbrio) são extremamente úteis antes da retomada, para minimizar lesões, especialmente as entorses. “Andar mais descalço também é uma opção para fortalecer os pés, pois a sola é repleta de sensores que ajudam o cérebro a controlar melhor o movimento e o equilíbrio”, explica Sanhudo.

SERVIÇO
Sobre a ABTPé
A Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé) foi fundada em 1975 com a missão de unir a classe médica na especialidade, além de estimular o intercâmbio de informações científicas, fomentando a educação continuada entre os especialistas de pé e tornozelo no Brasil. Também tem a responsabilidade de esclarecer a população sobre os temas relacionados à especialidade.

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