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Publicado em 15/04/2013 às 18h06
Caminhos obscuros
A redação / Diário de Jacareí

Seria uma atitude um tanto quanto incoerente, para não dizer imoral, a suposta articulação entre a prefeitura e a Artesp, órgão regulador no estado, para o aumento da taxa de embarque como forma de compensação financeira aos cofres públicos, caso a prefeitura decida repensar rotas e itinerários alternativos para os ônibus que fazem as linhas Jacareí/São Paulo/Mogi das Cruzes.

Se existe alguma possibilidade de o prefeito Hamilton Mota (PT) voltar atrás na decisão da retirada dos itinerários dos ônibus das vias centrais, tal escolha não pode servir de justificativa para que interferências políticas junto a Agência Reguladora do Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) estimulem o reajuste do valor da taxa de embarque cobrado pela concessionária do serviço na Estação Rodoviária de Jacareí.

Utilizar-se de artifícios compensatórios para cobrir um possível déficit financeiro com a redução no número de embarque de passageiros a partir do terminal é, no mínimo, uma medida incoerente para um gestor público preocupado com os interesses da população. Em primeiro lugar, a prefeitura deveria avaliar quais são as vias periféricas ao centro da cidade capazes de suportar os itinerários interurbanos, sem prejudicar a fluidez diária de tráfego dessas regiões. E, por conseguinte esclarecer, sob o ponto de vista da concessionária que administra a Estação Rodoviária e da concessionária do transporte público municipal, qual seria o impacto financeiro caso os passageiros deixassem de utilizar os circulares até a Rodoviária, ou utilizassem menos as plataformas de embarque. Percentualmente, quanto esse valor representa no orçamento das empresas? São algumas das questões que ainda precisam ser respondidas pela administração municipal antes de qualquer ação.

Se antes da decisão de retirar os itinerários dos ônibus interurbanos das vias centrais, medida adotada em novembro de 2011, a prefeitura cumprisse o seu papel para o planejamento de um trajeto alternativo, que contemplasse ambos os interesses, talvez o desgaste e o impacto político em relação ao assunto tivessem sido menores junto à Câmara e à opinião pública.

Agora, o que não se pode tolerar é a adoção de uma postura que se esquiva das decisões promovidas na esfera pública, transferindo a responsabilidade da articulação por trás dos bastidores políticos para quem quer que seja.

É a nossa opinião.

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