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Publicado em 16/06/2014 às 16h12
Caminhos da Saúde Pública
A redação / Diário de Jacareí

Há tempos, a qualidade do atendimento em Saúde Pública deixou de ser um privilégio que aflige apenas o poder público, e passou a permear o universo privado da rede conveniada, em especial àquelas prestadoras de serviços de média e alta complexidade no país.

Com contratos cada vez mais abrangentes e uma demanda de pacientes que cresce a progressões geométricas, os serviços conveniados à assistência do SUS (Sistema Único de Saúde) nos Estados e Municípios precisam aproveitar ao máximo da otimização dos recursos para dar conta da carga de procedimentos exigidos no dia-a-dia sem comprometer o caixa no fim do mês.

Este ‘fôlego’ financeiro para sobreviver no mercado SUS conveniado tem sido conquistado, às duras provas, por entidades de Jacareí subsidiadas pelo governo do Estado de São Paulo para o atendimento referenciado a pacientes de 39 municípios que compõem a Região Metropolitana do Vale do Paraíba.

E foi focado na busca pela experiência e competência técnica para gerir seus serviços de hemodinâmica que o Hospital São Francisco de Assis (HSFA) reinaugurou o setor sob o comando e gerência do Grupo Angiocardio, de São Paulo.

Mais do que a injeção de investimentos da ordem de R$ 1,5 milhão para a reestruturação física e tecnológica dos procedimentos em hemodinâmica, a contratação do grupo demonstra a preocupação da direção do HSFA na gestão eficiente de seus serviços prestados.

E como não há milagres capazes de multiplicar a disponibilidade dos recursos públicos para assim suprir de maneira satisfatória a demanda de serviços, a rede de assistência SUS conveniada abusa prudentemente da criatividade para encontrar caminhos econômicos viáveis para a manutenção da qualidade do atendimento.

Equalizar tamanha complexidade financeira e de serviços é uma tarefa que envolve muito mais do apenas deter recursos. Não basta dinheiro para oferecer um serviço satisfatório à população. Afinal, desperdícios nos procedimentos são frequentemente os causadores de problemas organizacionais identificados pelos gestores.

No caso do HSFA, de pouco adiantaria os recursos financeiros extras da ordem de R$ 4,8 milhões, que o governo paulista está investindo durante este ano na unidade de Jacareí, se não existisse dentro do ambiente administrativo o compromisso que priorizasse, de maneira concomitante, a qualificação contínua da mão-de-obra e a redução das perdas.

Se, na Saúde Pública, os caminhos entre a manutenção satisfatória da assistência e a precarização da qualidade dos serviços à população são tênues e estreitos, o Hospital São Francisco faz questão de mostrar, por meio de suas ações, que está no rumo certo.

É a nossa opinião.

 

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