Segunda-feira, 26 de Outubro de 2020 | você está em »principal»Notícias»Editorial
Publicado em 22/01/2014 às 13h49
Aposentadoria: uma conta que não fecha
A redação / Diário de Jacareí

Nesta sexta-feira (24), comemora-se o Dia Nacional do Aposentado – data escolhida, porque, nesse mesmo dia, em 1923, ocorreu a assinatura da Lei Eloy Chaves, criando, na época, a caixa de aposentadorias e pensões para os empregados de todas as empresas privadas das estradas de ferro. É o marco histórico da Previdência Social, que até então atendia apenas os funcionários do governo federal, e que este ano completa 91 de atividade no país.

Passados quase cem anos de sua criação, os demais institutos de previdência (INPS e INAMPS) foram unificados no atual Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), fato que trouxe integração entre Previdência, assistência social e saúde.

Apesar dos avanços, grande parte dos aposentados brasileiros ainda não tem o que comemorar. Isso porque o atual modelo de previdência manteve a lógica dos sistemas anteriores de que todas as contribuições recebidas no ano deveriam imediatamente e diretamente pagar os benefícios existentes naquele mesmo ano.

Acrescenta-se a este arcaico sistema, o aumento da expectativa de vida dos brasileiros. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer passou de 54,4 anos, em 1960, para os atuais 74,6, em 2012. Com isso, ocorreu, consequentemente, uma redução média no valor do benefício pago ao trabalhador. Sem fechar no fim do mês, a conta do aposentado vai ficando cada vez mais apertada, e com isso o contribuinte se vê na obrigação de voltar a trabalhar ou a permanecer no serviço por mais tempo.

Com o sonho de ‘pendurar as chuteiras’ cada vez mais distante, o fator previdenciário tenta adiar ainda mais a aposentadoria do brasileiro, principalmente dos mais jovens, penalizando quem se aposenta mais cedo, já que esse segurado, teoricamente, irá receber o benefício por mais tempo.

Diante de tantos desafios para ajustar um modelo de previdência que privilegie a maior parcela possível de contribuintes, o governo federal ainda não encontrou um mecanismo de cobrança eficiente e capaz de não prejudicar o tempo de contribuição.

Tão certo quanto os prejuízos aos trabalhadores é a mudança que se exige quanto ao sistema de cálculo e cobrança. Se a assistência social fosse desvinculada da previdência social, talvez o INSS deixasse de acumular tanto déficit, necessitando de aportes anuais por parte do Tesouro Nacional, atualmente na casa dos R$ 55 bilhões.

É um paradoxo pensar que um órgão do governo federal, criado para assegurar direitos aos trabalhadores, depois de longos anos de contribuição fiscal necessite de aporte financeiro daquele que é responsável pela administração e utilização dos recursos que entram nos cofres do Estado brasileiro, por meio do dinheiro dos impostos pagos pelos cidadãos, que um dia – mais cedo ou mais tarde – serão ou desejam ser, aposentados.

É a nossa opinião.

 

 

 

 

Publicidade
Relacionadas
Comentários (0)

ATENÇÃO!

Os comentários publicados neste espaço são de responsabilidade de seus autores e não expressam
necessariamente a opinião do Diário de Jacareí


Por favor, faça o login antes de comentar

26 OUT
Publicidade
Notícias

Blogs
Publicidade
Publicidade
11/10/2019
A Prefeitura de Jacareí anunciou a implantação de corredores de ônibus na cidade. Qual a sua opinião sobre o tema?
06/04/2019
Após 100 dias de trabalho, qual a sua avaliação sobre o governo de Jair Bolsonaro (PSL)?
  • 38.1%
  • 19.5%
  • 14.6%
  • 13.3%
  • 12.2%
  • 2.2%
Logos e Certificações: