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Publicado em 07/06/2019 às 14h24
Feira Regional do Bolinho Caipira


JOSÉ LUIZ BEDNARSKI

Todo mundo sabe que vida na pobreza não é bolinho para ninguém. Por isso, anos atrás, em combate festivo às vicissitudes enfrentadas pela majoritária população, a Dinastia do Proletariado criou a Feira do Bolinho Caipira.

Já à Renovação Burguesa, com benevolente generosidade patronal, coube o mérito de manter o progresso obtido pela camada trabalhadora afonsina, de quebra introduzindo sensíveis melhorias.

Quando os morubixabas da Dinastia comandavam a cidade com mão de ferro, na Feira do Bolinho Caipira era proibido inserir na iguaria recheio vegetariano. 

O impedimento, que visava à preservação das tradições culinárias locais, outrora obstaculizou a participação com rútilo de interessadas entidades de defesa da causa animal.

Felizmente, o burgomestre reviu a obtusa regra. Quem ganhou com isso foram os apreciadores da mais sofisticada gastronomia, conforme se verificou da rica variedade ofertada aos consumidores, no fim de semana passado.

O festival foi um sucesso, na primeira noite (quinta-feira). Seduziam os frequentadores duas cervejarias artesanais, centenas de mesas com requintada decoração e dezenas de calóricas instituições beneficentes.

O palco ao fundo estava repleto de adereços juninos. A trilha sonora era forró. A altura do som ficou perfeita para harmonização da dança com o diálogo. A atração musical foi o afamado cantor Peleco.

Pequeno detalhe de grande utilidade: a festa foi deslocada para o outro lado do Parque da Cidade, permitindo aos motoristas o uso do bolsão de estacionamento, em frente à entrada.

Os vigilantes de veículo agradeceram a deferência. O mais gentil deles abençoou todos os motoristas que encontrou. De um deles até ganhou espórtula em 'yuan', a unidade monetária chinesa.

Sob as tendas elegantemente padronizadas em sólida estrutura metálica, com cobertura piramidal de esticadíssima lona alabastrina, destacava-se a brevidade das filas.

Uma delas era da entidade Patas da Amizade, comandada com braço forte pela Professora Sônia Regina, que serviu delicioso acepipe com recheio irresistível de ricota e tomate seco, a irrisórios R$ 1,50 a unidade.

Com pouco mais de R$ 5,00 era possível jantar fartamente. Já quem deixou para ir de sexta a domingo reclamou veementemente do excesso de público e morosidade no atendimento.

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Coluna assinada pelo Promotor de Justiça da Cidadania, José Luiz Bednarski. Uma abordagem apartidária, com discussão aberta dos assuntos de interesse geral; o amadurecimento paulatino da cidadania, a força da população em diálogo com órgãos independentes representativos, como MP, Defensoria Pública e outras instituições criadas ou fortalecidas a partir daConstituição de 1988.


E-mail do autor: joseluizbednarski@gmail.com
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