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Publicado em 22/09/2017 às 15h05
O (polêmico ?) filme do ano


RODRIGO ROMERO

O que mais chama a atenção em 'Polícia Federal: A Lei é para Todos', em cartaz nos cinemas desde a semana passada, é a insistência demasiada do roteiro de ser o mais didático possível ao espectador. É compreensível tal atitude. A Operação Lava-Jato, iniciado em 2014, tem e teve desde o seu começo os meandros de uma teia de estradas diversas.

São inúmeras as linhas de costura da investigação, desde que um caminhão carregado de palmito foi interceptado pela polícia. O diretor Marcelo Antunez (das comédias rasíssimas 'Até que a Sorte nos Separe: A Falência Final' e 'Qualquer Gato Vira-Lata 2', os dois de 2015) trabalha bem neste sentido, o de explicar tin tin por tin tin como se deu a roubalheira e o envolvimento de figurões da alta república.

O roteiro de Thomas Stavros e Gustavo Lipsztein, assim então, é o chamariz ao público. Como longa-metragem acabado, é somente regular. Os exageros e os clichês do blocked, somadas às interpretações carregadas do elenco, sobretudo Antônio Calloni (Ivan) e Flávia Alessandra (Bia), fazem 'Polícia Federal' ser a obra a mais no panteão final das 'de prateleira', ou seja, sem feder nem cheirar.

Marcelo Serrado (Sérgio Moro) e Ary Fontoura (Lula), por mais que tentem agradar, passam em branco na tarefa de premiar a fita com a seriedade de seus personagens, ainda que possuam talento alto a tanto, principalmente Fontoura. Parecer fisicamente com a pessoa real é quase impossível principalmente para o ator octogenário, que mais lembrou o coronel Arthur da Tapitanga, da novela 'Tieta', do que o ex-presidente, mesmo quando chama amigos de 'querido'.

No mais, trata-se de um trabalho não voltado somente ao setor jurídico. Menos mal. Outro detalhe é que assistir a 'Polícia Federal' mostra o quanto a Lava-Jato é impactante ao país, imparcial ou parcial nas opiniões de cada um. Pelo menos, ficará registrado na história deste modo. Ali, nas quase 2 horas de duração, nada há de polêmico, ou contraditório.

Na trama, a turma dos agentes está bem dividida: tem o idealista, o pessimista, o incentivador, o que não quer desistir por nada etc. E, no fim, nada de fim, porque a Lava-Jato vai além do que um mero filme. A mala com 500 mil reais que o diga. Será que vamos ter nas telonas daqui a 2 ou 3 anos o 'Polícia Federal: A Lei é para Todos - Parte 2'?

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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