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Publicado em 08/06/2015 às 14h43
Tremeliques


RODRIGO ROMERO

Os efeitos especiais nunca estiveram tão sensacionais. A crítica que sempre faço dos filmes sem alma e sem a 'mão' do diretor, com os atores em segundo plano, segue de pé. Mas em 'Terremoto: A Falha de San Andreas', que estreou na quinta-feira passada, está o suprassumo da magia do computador na sétima arte. Jamais vi tamanha qualidade no que se refere ao visual, ao truque. Edifícios balançando e indo ao chão, tsunamis, cenários incógnitos, monstruosos. Tudo está lá. O diretor Brad Peyton, de 36 anos, nem tem trabalho. O esforço: coordenar a atuação (?) do fortão Dwayne Johnson (Ray) com todos os desastres naturais ocasionados pela famosa falha de San Andreas. Em pouco menos de duas horas ele tem a mísera missão de salvar os EUA de terminar debaixo da terra. Porém antes vai salvar a ex-esposa Emma (Carla Gugino) e a bela Blake (Alexandra Daddario), sua filha. Os seus primeiro.

Nota-se que a onde das 'fitas-desastre' da América ainda não cessou. É pena. Poderia se aproveitar, no bom sentido, Alexandra em outro papel. Suas curvas são desgastadas à toa e quem é do ramo sabe que nada é por acaso no ecrã. A última frase de 'Terremoto', dita por Ray, 'recomeçamos tudo outra vez', com a bandeira dos EUA hasteada ao vento, é o tapa de luva de pelica em quem deseja e aspira novos ares em um setor tão em crise como está o cinema. Quase não levo jeito a escrever e a palpitar sobre determinadas tramas e esta é uma delas. Somente afirmo que o barco a cada dia afunda mais e mais. Discordo do comentário de Rubens Ewald Filho. Se fosse criança, falou, se divertiria pra valer. Bobagem. Todavia, triste constatação. Às voltas com jogos de videogame embrutecidos, onde mortes por assassinato são banais, ver 'Terremoto', catástrofes afins soam como missa dominical aos petizes.

Os tremeliques da telona funcionam como o estado de nervos deste que vos escreve. A tensão ao ver 'Terremoto' é tanta que, mesmo sabendo que as cenas são inverossímeis e pessoas se pulverizariam com as situações ali apresentadas, saí da sala com a sensação de ter o dever cumprido: detestei a fita.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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