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Publicado em 20/01/2017 às 16h02
Tentativa e tropeço


RODRIGO ROMERO

Por mais preparados e talentosos, os musicais neste cinema moderno jamais conseguirão se igualar à produção das décadas de 1940 e 1950. Esta, aliás, é uma categoria bastante ingrata. Como 100% dos filmes deste tipo foram espetaculares - 'Cantando na Chuva' (1952) e 'A Noviça Rebelde' (1965) são só alguns exemplos, para não citar 'Mary Poppins' (1964) e 'Amor, Sublime Amor' (1961) - os demais acabam na figuração. 'La La Land - Cantando Estações' (2016, estreou há dez dias por aqui) é mais um da lista interminável de experimentos. Alguns são bem sucedidos, outros caem no ostracismo.

E particularmente esta obra tende a ficar no meio termo. Explico: apesar da ótima fotografia, junto de um figurino impecável, a história mergulha na piscina funda do lugar-comum no roteiro melado e de falso destemor. Dirigido e escrito pelo jovem Damien Chazelle ('Whiplash - Em Busca da Perfeição', 2014), de 32 anos, o musical se perde em querer ser carismático. A dupla protagonista -Emma Stone ('Histórias Cruzadas', 2011, e 'Magia ao Luar', 2014), Ryan Gosling ('Namorados para Sempre', 2010, e 'A Grande Aposta', 2015) tem magnetismo, porém esta característica é por ambos serem os rostos da moda, os atuais mocinhos de Hollywood, e não porque possuem estrela vibrante.

Na trama, Mia (Emma) é aspirante a atriz que trabalha na lanchonete nos estúdios da Warner e Sebastian (Gosling) é pianista, apaixonado por jazz, mas que só consegue trabalhos rasos. Quando se esbarram, a paixão é imediata. Por meio da passagem das quatro estações do ano, acompanhamos as suas trajetórias, os sonhos, as frustrações. Os números musicais esforçam-se para arrebatar o público. Há os bons e os ruins. Vi a fita numa sala com lotação total. Raras foram as vezes em que os presentes tiveram reação ante ao romance. Talvez tenha sido pretensioso por parte de Chazelle.

No mais, é uma homenagem à cidade de Los Angeles e a seus engarrafamentos. A cena inicial, rodada em plano-sequência, tem seu merecido destaque e é muito bem feita. As pessoas entram e saem dos carros no congestionamento, e cantam, dançam ali, no meio da rua. Apontado pelos especialistas como favorito ao principal prêmio do Oscar, tenho as minhas dúvidas. Até porque ainda não assisti aos demais concorrentes.

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Comentários (1)

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Daniel Rosa   4 anos atrás
Bom dia Rodrigo,aguardo comentário sobre Mary Tyler Moore,abços
01 OUT
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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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