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Publicado em 08/04/2016 às 10h05
Steve Jobs 2


RODRIGO ROMERO

A história de vida de determinados personagens rende filmes. Os mais de 100 anos de cinema são a prova disso. Nos últimos anos, a de Steve Jobs deu dois, e não uma obra apenas... Em 2013, Ashton Kutcher se esmerou em imitar trejeitos, andar, e até um pouco da fala do criador da Apple. Até peso o ator perdeu.

Porém, ainda que bem produzido e regularmente dirigido, deu em nada. Ano passado, rodaram outro. 'Steve Jobs' tem Michael Fassbender na pele do protagonista. Mas em cena ele vive o outro Jobs, se é que existe outro. Não é o empresário que está diante das lentes de Danny Boyle (o de '127 Horas' e 'Quem Quer Ser um Milionário?'). Fassbender interpreta algum outro ser. Sinto muito, 'o cara' não está ali.

O roteiro é interessante. Pega sempre os instantes antes de lançamentos grandes da Apple, quando Steve se vê em volta com problemas com ex-namorada, sua filha e os parceiros de trabalho. O estressante ritmo de inteligência imposto no blocked de Aaron Sorkin (de 'A Rede Social', de 2010 e 'Questão de Honra', de 1992) dá fôlego, mesmo que se perca em determinados instantes firmes.

Os elogios ao trabalho de Fassbender foram vários. Não compreendi, eu juro. Acatei os direcionados a Kate Winslet, no papel de Joanna, colega de décadas de Jobs. Kate é daquelas que fazem força para errar, mas não conseguem. O trabalho é impecável, convincente e, não fosse por ele, a fita ficaria com fraca consideração. Não à toa foi indicada mais uma vez ao Oscar, de coadjuvante.

De volta à minha perplexidade com o ator de '12 Anos de Escravidão', o apontamento ao principal prêmio da Academia me frustrou. Tomou o lugar de muitos que poderiam estar. É claro que se trata de ótimo profissional, todavia com as opções aqui neste caso tortas. Não sei se foi Boyle quem o orientou desta forma ou se houve outra concepção.

Nesta película, que poderia muito bem se chamar 'Steve Jobs 2', o que temos de nos importar é com a trama, ainda que doa deixar um pouco as atuações de lado. A derrapagem é grande também porque a pressa em apresentar o produto final tão pouco tempo após o lançamento de coisa semelhante foi gigante. Uma pena.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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