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Publicado em 29/01/2021 às 14h33
Ruim que dói


RODRIGO ROMERO

Foi meio absurdo, desde o começo. O 'Sai de Baixo' viraria longa. Metade do elenco 'estranho' - atores tinham ligação zero com o programa - Castrinho, Lúcio Mauro Filho, Katiuscia Canoro, Cacau Protásio etc. Dois titulares fariam pontas (Luís Gustavo, o Vavá, com problemas de saúde, e Aracy Balabanian, Cassandra).

A trama 'se viraria nos 30' com Miguel Falabella, Marisa Orth e Tom Cavalcante (Cláudia Gimenez, Edileusa, recusou o convite; Márcia Cabrita, a Neide, morreu em 2017 - estaria no filme, e este foi adiado pelo seu falecimento; e Cláudia Rodrigues, a Sirene, convidada, desistiu em decorrência do diagnóstico de esclerose múltipla).

Esquisito. Tinha tudo para dar errado. Deu! Na história, Caco volta ao Arouche após sair da prisão. Descobre que a família está falida e mora de favor com Ribamar. Caco se envolve num trambique para ficar milionário: enviar joias contrabandeadas ao exterior. Decide reabrir a Vavatur e organizar, de fachada, excursão a Foz do Iguaçu com idosos, protegendo-se da polícia no percurso.

Mas o filme é desastre do 1º ao último minuto: atores sem ânimo, diálogos insossos e direção (Cris D'Amato) de chorar. Você pergunta: a comédia mudou e velhas piadas dos anos 90 não provocam o riso hoje? Engano. Chico Anysio dizia: 'Só há 2 tipos de humor: engraçado e sem graça. Não há o terceiro'.

A verdade: 'Sai de Baixo - O Filme' (2019) nem existiria. Foi feito como condição a que a GloboFilmes apoiasse Falabella noutro trabalho, levado, este sim, a sério: 'Veneza' (2019). "Não queria [filme do Sai de Baixo]. Os personagens estavam mortos. Deveriam ser deixados em paz. Mas percebi que poderia filmar o que gostaria. Topei desde que pudesse realizar 'Veneza'. Sabia que [o filme do seriado] não ficaria bom. Desparecerá. O que ficou foi, sim, o formato televisivo", disse ao UOL.

Tinha razão. É ruim que dói. Está na minha lista dos 10 piores que vi na vida. Triste. Considero a atração (exibida entre 1996-2002, 'revival' em 2013) o último respiro do verdadeiro humor brasileiro, sem a chaga do politicamente correto. Desde então, falsos talentos, youtubers jecas, rastaqueras. Duração: 88 minutos. Cotação: péssimo.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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