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Publicado em 06/09/2019 às 13h10
Referências úteis


RODRIGO ROMERO

Nesta segunda semana de setembro, 'Era uma vez... Em Hollywood' ainda está em cartaz num cinema de São José dos Campos (1 só horário). O diretor e roteirista Quentin Tarantino exige de quem veja os seus filmes a igual paixão dele pela sétima arte.

De nada adianta você se sentar na poltrona sem saber, por exemplo, algo sobre Sharon Tate, Roman Polanski, Charles Mason, Bruce Lee, Steve McQueen, os faroestes dos EUA das décadas de 1950-60, os westerns 'espaguete' italianos da mesma época, e até os 'filmes B' hollywoodianos, como 'O Vale das Bonecas' e 'A Dança dos Vampiros', ambos de 1967, com a bela Tate no elenco.

Tarantino, mais do que em qualquer outras de suas produções, se curva ao cinema e de maneira bastante sólida e romântica enlaça o 'faz-de-conta' e o entrega aos fãs como presente caro e compulsivo.

Na trama, Leonardo DiCaprio é Rick Dalton, ator quarentão que fez sucesso numa série de bangue-bangue nos anos 50 e que agora tenta remanejar a carreira aceitando trabalhos decadentes.

O seu dublê é Cliff Booth (Brad Pitt), sujeito sem perspectivas e que se sujeita a qualquer humilhação do 'chefe'. Dalton é vizinho de Polanski, marido de Tate, e sonha em filmar com o diretor de 'O Bebê de Rosemary' (1968) - a fita se passa entre fevereiro e agosto de 1969.

Margot Robbie é Tate, impávida e 'imaculada' modelo e atriz, algo semelhante talvez ao que foi o fenômeno Leila Diniz (1945-1972) aqui no Brasil. Tate se impunha pelo carisma, simpatia, beleza.

Guardava em si aura das artistas intocáveis e veneráveis e, claro, atraía qualquer pessoa. 'Era uma vez... Em Hollywood' é o retrato 3x4 de tudo o que o mundo do cinema dos EUA possuía (e ainda possui): astros depressivos, exigências atordoadas e a eternização de ídolos, seja por meio de tragédias e da fama repentina.

A solução arranjada por Q. T. é a mais doce possível, o que prova que até um diretor que fez 2 'Kill Bill' é capaz de fazer o público ir às lágrimas. E a cena onde Bruce Lee aparece é impagável. Há várias referências úteis, inclusive de outros longas do cineasta. Duração: 161 minutos. Cotação: bom.

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Comentários (1)

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Daniel Rosa   2 semanas atrás
R.R,que nao e o Soares,voce diria que e tao bom e emociante como Era uma vez no Oeste? abracos.
23 SET
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Coisas de Cinema

Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


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