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Publicado em 09/04/2021 às 15h28
Palmas a Selton Mello


RODRIGO ROMERO

A minha confissão de hoje é já sabida por algumas pessoas: não sou chegado a seriados, salvo raríssimas exceções. A explosão desse tipo de entretenimento veio, pelo menos aqui no Brasil, de 20 anos para cá e arrebanhou milhões de fãs. Fiquei alheio a esta festa-febre e sempre me concentrei nos longas-metragens, sobretudo os antigos, preto-e-branco, mudos de vez em quando.

Mas me debrucei em 'Sessão de Terapia', série dirigida por Selton Mello lançada em 2012 (1ª temporada), com continuações em 2013, 2014 e 2019, nos últimos tempos. A quinta temporada está prevista aos próximos meses. E que satisfação tive ao ver o trabalho precioso e rico em esmero de Mello, o diretor das 4 temporadas e protagonista da mais recente, na pele do psicólogo Caio Barone.

Ele havia nos mostrado o talento na batuta de comandante em 3 filmes: 'Feliz Natal' (2008), 'O Palhaço' (2011) e 'O Filme da Minha Vida' (2017). Seu grau de comprometimento com detalhes das produções impressiona. Se você por acaso assistiu a alguns episódios de 'Sessão de Terapia', tema desta coluna, sabe a que me refiro. Desde a direção de arte, a fotografia límpida quando precisa ser, macabra em outras oportunidades exatas, o figurino sóbrio dos personagens, até os movimentos leves das câmeras, lentos, procurando nos transmitir o pensamento tenso de Theo (Zé Carlos Machado), o psicólogo das 3 primeiras temporadas, e dos pacientes, além de Dora (a espetacular atriz Selma Egrei), a supervisora de Theo.

É engraçado notar o dedo de Mello em 'Sessão de Terapia' e perceber traços de semelhança com trabalhos anteriores. As características parecem propositais. Não desperdiça com exageros. Por meio da simplicidade nos impõe enigmas que deciframos, no caso da série, capítulo após capítulo. É capaz de arrebatamentos ferozes, como quando confessou na TV ter se apaixonado pela atriz Marjorie Estiano durante a gravação de uma minissérie (ela também participava do programa e ficou chocada). São estes momentos de êxtase, pura euforia, que Mello leva às telas, e isso se conecta à calma que tem em seu trabalho. Merece muitas palmas de nós, seus espectadores e fãs, como eu. Cotação: ótimo.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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