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Publicado em 30/10/2020 às 11h58
Os Escobares


RODRIGO ROMERO

De um lado, Pablo Escobar (1949-1993). Traficante bilionário, fugitivo perspicaz, idolatrado pelo Foro de SP e demais esquerdistas da América Latina que costumam apoiar bandidos que citam Maquiavel enquanto constroem casas populares, ao mesmo tempo em que destroçam famílias viciando-os em drogas e assassinando seus membros, em geral adolescentes ou jovens de 18, 20 anos.

Do outro lado, Andrés Escobar (1967-1994). Zagueiro da seleção colombiana com apenas 9 anos de carreira, despontou no Atlético Nacional, onde ficou de 1985 a 1989 e de 1990 a 1994, com curta passagem pelo clube suíço Young Boys, entre 1989 e 1990. Na Copa do Mundo de 1994, foi autor do gol-contra na partida com os EUA, na 2ª rodada da 1ª fase, que terminou 2 a 1 ao Tio Sam.

Os colombianos eram apontados por muitos, dentre eles Pelé, como os favoritos para conquistarem aquela Copa, mas acabaram eliminados ainda na parte inicial - uma vitória de 2 a 0 contra a Suíça na rodada final e 3 a 1 a favor da Romênia na estreia. Antes, em 1993, encantaram o mundo com campanha excepcional e futebol de grandeza ímpar nas Eliminatórias, com o êxito de golearem fora de casa a Argentina por acachapantes 5 a 0.

Os diretores e irmãos Jeff e Michael Zimbalist contaram estas 2 histórias paralelamente no documentário 'Os Dois Escobares' (2010), com coprodução da emissora esportiva ESPN. A fita escancara com rara sobriedade os sujos bastidores da nação mergulhada no fiasco econômico e social que quase a colapsou: a Colômbia das décadas de 80-90.

Os líderes do tráfico de drogas - Pablo era o número 1 -'patrocinavam' os principais clubes de futebol do país, a ponto de interferirem, sem precisar fazer muita força, nos resultados do torneio nacional e da Libertadores de 1989, quando o Atlético de Andrés levantou o caneco de campeão, com a lavagem de dinheiro correndo solta e assassinatos de árbitros, idem, bem como os de políticos 'inimigos'.

O filme retrata a origem humilde de ambos e os destinos pouco semelhantes da dupla. Muitos afirmam que se Pablo estivesse vivo em 1994 Andrés jamais seria morto numa suposta briga de bar. É de se pensar. Duração: 104 minutos. Cotação: bom.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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