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Publicado em 05/03/2021 às 14h23
O ator e o monstro


RODRIGO ROMERO

Há um documentário francês na praça, disponível na Globoplay: 'Dr. Jack & Mr. Nicholson', dirigido e roteirizado por Emmanuelle Nobécourt. Gravado em 2018 e lançado em meados do ano passado, mostra trechos da carreira de pouco mais meio século do multipremiado intérprete americano, intercalados com entrevistas de amigos e cineastas. 'Sem os óculos escuros sou apenas um senhor quase careca, barrigudo e idoso, sem nenhuma graça. Com eles, sou Jack Nicholson'.

A frase, proferida a um ex-colega de escola, define a biografia do artista. Outra: 'Jack usa óculos escuros para esconder a alma. Não quer que saibamos seus sentimentos'. Nicholson, fora das telonas há mais de 10 anos (a última participação foi no sofrível 'Como Você Sabe'), saiu de cena sem o alarde que sempre provocou a cada novo trabalho. Emmanuelle resgatou partes de entrevistas nas quais revela um profissional dedicado e perspicaz, fruto de antigos traumas familiares (a mãe que não era mãe, e por aí vai) e maus tratos na infância-adolescência.

Ao assistirmos a 'Dr. Jack & Mr. Nicholson' - título em alusão a 'Dr. Jekyll e Mr. Hyde', 'O Médico e o Monstro', livro clássico do século XIX, de Robert Louis Stevenson -, descobrimos que o eterno Coringa foi rejeitado no início da carreira por ter 'voz anasalada', ser 'calvo demais à idade', além de 'estar acima do peso' e ter um 'rosto fora dos padrões de Hollywood'. Quem diria.

Depois disso, 3 Oscars, a estrela na Calçada da Fama e mulheres. Trabalhou com diretores que admirava, como Kubrick e Antonioni. Porém, o documentário descortina a grande frustração: não ser reconhecido como diretor. Tentou, mas os longas resultaram em fracassos retumbantes - 'O Amanhã Chega Cedo Demais' (1971), 'Com a Corda no Pescoço' (1978) e 'A Chave do Enigma' (1990), esta a sequência do noir 'Chinatown' (1974).

Já escrevi algumas colunas sobre Jack Nicholson e tive o prazer de vê-lo atuar no cinema menos vezes do que desejei, mas suficientes para detectar pitadas de genialidade, o que faz dele, ao meu ver, uma das estrelas da Sétima Arte dos últimos 50 anos. Duração: 54 minutos. Cotação: bom.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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