Terça-feira, 28 de Janeiro de 2020 | você está em »principal»Blogs»Coisas de Cinema
Publicado em 23/03/2018 às 15h21
Meiguice (no bom sentido)


RODRIGO ROMERO

'Doentes de Amor' (2017) deu rasante por aqui quase no fim do ano passado. Pouca gente viu, ou deu a sorte de pegá-lo em cartaz nos cinemas. É uma história real, roteirizada e protagonizada pelo ator paquistanês Kumail Nanjiani. Comediante de stand-ups, conhece Emily em uma apresentação. Mas o namoro não engata a primeira.

Ele a enrola o quanto pode, pois tem receio de levá-la a conhecer a família, que detém tradições de mais de mil anos, uma delas é o casamento arranjado. Kumail não é corajoso o suficiente para esclarecer esses pontos à companheira. O relacionamento não dá certo. Mas dias depois, Emily adoece de forma grave, entra em coma e Kumail precisa conviver com os pais dela para acompanhar a saúde da moça.

Betty (Holly Hunter - demorei a reconhecê-la, envelheceu bem) e Terry (Ray Romano) de início dão pouca confiança ao ex-quase-genro. Aos poucos, o humor muito quadrado de Kumail espanta essa repulsa e Beth e Terry 'entram no jogo'. O dia a dia no hospital, e a desesperança de que Emily se recupere fazem com que o cotidiano do trio fique mais grudado.

Para o público, pode ser estranho ver Kumail interpretando ele mesmo, por exemplo. Acostumamo-nos. É o blocked, indicado ao Oscar de Roteiro Original, e o desempenho de Zoe Kazan como Emily que tornam a produção palatável. Há a parte cômica: família de Kumail, que insiste em apresentar pretendentes. 'Ela estava passando por aqui e resolveu nos visitar', é sempre a desculpa da mãe Sharmeen (Zenobia Shroff).

A direção de 'Doentes de Amor' é de Michael Showalter, que tem pouco trabalho para fazer a coordenação do elenco. Kumail ajeitou as situações por sua maneira e simplicidade e entregou a nós um filme doce e meigo, no bom sentido, sem ser piegas. O entrosamento do protagonista com Holly e Ray explode na tela a cada cena exibida.

As ironias ditas por Kumail nos fazem rir de nervoso, como na sequência em que Terry vai dormir em sua casa e revela ao ex-quase-genro que traiu a esposa. As lições trazidas à baila nos convencem de que o amor pode, sim, dar certo, duma maneira ou de outra. É evidente que o Emily e Kumail se reconciliam por conta da doença e da recuperação surpreendente - lembrem-se de que a trama foi baseada em fatos. No fim, só faltavam salpicar nos créditos as rosas e as margaridas. Duração: 120 minutos. Cotação: bom.

Publicidade
Comentários (0)

ATENÇÃO!

Os comentários publicados neste espaço são de responsabilidade de seus autores e não expressam
necessariamente a opinião do Diário de Jacareí


Por favor, faça o login antes de comentar

28 JAN
Publicidade
Notícias

Artigos
Perfil do Blog
Coisas de Cinema

Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
Arquivo
11/10/2019
A Prefeitura de Jacareí anunciou a implantação de corredores de ônibus na cidade. Qual a sua opinião sobre o tema?
06/04/2019
Após 100 dias de trabalho, qual a sua avaliação sobre o governo de Jair Bolsonaro (PSL)?
  • 38.1%
  • 19.5%
  • 14.6%
  • 13.3%
  • 12.2%
  • 2.2%
Publicidade
Publicidade
Logos e Certificações: