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Publicado em 28/10/2016 às 11h22
Médico: impossível não se envolver com a dor do paciente


BENEDITO VELOSO

Certa vez, um médico de Jacareí comentou o quanto era difícil para ele manter-se insensível ao sofrimento dos pacientes. Citou como exemplo os plantões que cobria em certo hospital de grande movimento da Capital próximo a um bairro violento e a uma rodovia movimentada. "É difícil encarar constantemente a necessidade de escolher de qual vítima salvar a vida quando chegam duas ou mais gravemente acidentadas e há um único médico disponível no plantão; é escolher quem pode morrer", lamentava.

O médico filho brilhante Mário Nilton Pinto Werneck concorda com a gravidade do exemplo do colega e vai mais além: diz que "é sempre impossível qualquer médico não se envolver emocionalmente pela dor do paciente e pela responsabilidade que lhe pesa por trata-lo".  Embora Werneck não lide com casos violentos como o citado acima, o dia a dia do profissional  de medicina é envolvente por natureza, pois "lidamos com o sofrimento do próximo", explica.

Werneck tornou-se médico atendendo a um sonho que a modéstia lhe impede de dizer "chamado". Primeiro, pensava em ser arquiteto no Rio de Janeiro, onde nasceu e morava. Foi trabalhar na área e viu que não era "nada daquilo" que pretendia. Foi quando, em sonho, viu-se vestido de branco com um estetoscópio ao pescoço. Falou com o pai, Nilton, que trabalhava no hospital da Aeronáutica, "que entendeu a mensagem" e permitiu que ele prestasse exame para medicina na Uferj (Universidade Federal do Rio de Janeiro) "no último dia de inscrição", conta. Passou. "Isso faz 30 anos" relembra.  Logo, fez especialização no Incor (Instituto do Coração) em São Paulo, depois foi para São José dos Campos, atender crianças, e de lá para Jacareí foi questão de momento oportuno. Há 20 anos está na cidade.

Escritor e poeta (outra forma de lidar com o coração das pessoas) Werneck é membro da Academia Jacarehyense de Letras. Para ele, "o amor ao próximo é o maior dos preventivos contra qualquer doença, principalmente as do coração", ensina. Está convicto de que no dia em que as pessoas se amarem mais, a si e ao próximo, serão menos vítimas de enfermidades de quaisquer tipos.

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