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Publicado em 20/05/2016 às 11h22
Máquinas


RODRIGO ROMERO

'Ex-Machina' (2015) não é um filme de ficção científica, se é que é essa mesma a primeira impressão da obra. A história se baseia em um nerd que vence o concurso para participar de uma experiência à História: averiguar se um cientista conseguiu programar um robô com inteligência artificial. Não se trata de qualquer semelhança com a fita homônima de 2001, montada por Stanley Kubrick e dirigida por Steven Spielberg. Ava (Alicia Vikander), o robô, tem de interagir com o rapaz e, dali, o cientista colhe informações acerca de seu feito.

O problema é que a máquina se mostra sedutora, apaixonante e carente. Caleb (Domhnall Gleeson), o nerd, à medida que o tempo passa, não sabe mais em quem dar a mão. Nathan (Oscar Isaac), o cientista, sabe manipular determinadas situações e confunde as cucas nossas. O que se tem pela frente naquele local isolado, cheio de tentações e esquisitices? Óbvio, você passa a se incomodar com aquilo, se lembra de roteiros semelhantes, futuristas.

O diretor é um estreante: o inglês Alex Galard, 45 anos. Foi ele também quem redigiu o blocked. Conseguiu resultados bons: foi indicado a roteiro original e levou a estatueta de efeitos visuais. Merecida esta. De fato, têm bastante talento os computadores e realizam feitos extraordinários.

Tenho a certeza de que hoje em dia nada é impossível aos especialistas em nos enganar com a magia dos teclados e mouses. Em 'Ex-Machina' comprova-se o argumento com brilhantismo. Apontaria qualidade igualmente à fotografia e à direção de arte que, apesar de simples, funcionam bem... De desfecho raso, os clichês catalogados como se fossem num armário repleto de soluções fáceis, Galard consegue nos fazer amar a inocente Ava.

Kyoko (Sonoya Mizuno), a acompanhante de luxo de Nathan, está na trama exatamente a fazer seu antagonismo. Se usássemos a psicologia aqui, talvez Frank Jackson, o profissional que imaginou esse tipo de situação, nos explicaria melhor. São os ambientes claustrofóbicos e a sensação de sermos o juiz da moça-máquina que nos faz querer ajustar as ideias pra que ela fique bem. Mas não sossegue e pense em linhas comuns. Há planos bolados de Ava. Claro, sem spoilers. Porém, sem inocências. O longa-metragem quer ser esperto. Seja mais.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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