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Publicado em 20/04/2018 às 15h18
Lei do Silêncio


RODRIGO ROMERO

'Um Lugar Silencioso', em cartaz por aqui há uma semana, é a mistura de suspense e terror que pode soar original, revelador, esplêndido. E é isso tudo mesmo realmente. Parte do princípio de que há um lugar na Terra devastado e ermo. Quase não existe vida. Neste ambiente, uma família se esforça para sobreviver.

Com um detalhe: sem fazer qualquer tipo de barulho, pois há seres que são atraídos pelos sons e matam quem quer que seja. Trata-se de filme muito trabalhoso de se fazer por ser muito rico em detalhes, como a direção de arte e a edição de som. A fotografia importa, mas o blocked tem a tarefa de prender o público com dezenas de sequências absolutamente sem quaisquer ruídos.

Dirigido por John Krasinski, ator de várias séries de TV dos EUA, 'Um Lugar Silencioso' tem a sua esposa, Emily Blunt, como protagonista. Emily é, digamos assim, a nova queridinha de Hollywood, na vaga que foi ocupada até algum tempo atrás por Jennifer Lawrence, que chegou a ganhar Oscar.  A roda gira bem rápido.

Emily tem feito fitas que têm dado o que falar, pelo menos, como 'A Garota do Trem' (2016). Em 2006, surgiu no cenário quase como figurante de luxo em 'O Diabo Veste Prada', ao lado de Anne Hathaway e Meryl Streep. Em 'Um Lugar Silencioso' ela é Evelyn, a mãe de Regan, uma garota surda e muda (na vida real também) e Marcus.

Ela e o marido, Lee, perderam Beau, o filho mais novo, para essas figuras monstruosas, por um descuido de Regan. Há somente 7 atores que atuam, sendo que os 4 da família possuem o destaque. É claro que J. Krasinski, vez ou outra, se rende um tanto aos sustos fáceis, carregado de trilha sonora afiada.

Porém, empobreceria a análise da obra se fosse comentada somente por esse aspecto. Num primeiro momento, pensei em 'Guerra dos Mundos', o livro. Pode-se fazer um paralelo com 'Um Lugar Silencioso'. Mas também, como disse um amigo, é como se fosse o M. Night Shyamalan com a mão boa, de 'O Sexto Sentido' (1998) e 'Corpo Fechado' (1999).

E, enfim, uma curiosidade: a sala de cinema aonde assisti ao filme ficou toda ela em completo silêncio durante 100% da exibição. É emocionante até perceber como a história, por seu teor, influencia o espectador de alguma forma, ainda que veladamente. Merece palmas. Duração: 88 minutos. Cotação: bom.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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