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Publicado em 24/05/2019 às 16h50
Kardec: a surpresa positiva


RODRIGO ROMERO

Repito o que disse o jornalista Sérgio Cabral (o pai, não o filho preso) no documentário 'Uma Noite em 67', mas sobre 'Kardec', filme que estreou esta semana e já está com bom público país fora: eu fui com má vontade assisti-lo.

Não por causa do tema, mas sim por tentar prever a breguice e a falta de tato do brasileiro com longas-metragens que exigem, por exemplo, certa delicadeza no trato - a reclamação de Cabral foi em relação às guitarras elétricas no Festival da Record.

'Kardec' teve as locações na França, terra natal do educador Hyppolite Léon Denizard Rivail, que a partir de 1857 assumiu o nome de Allan Kardec e propagou mundo afora as teorias do espiritismo, principalmente por meio da publicação do "Livro dos Espíritos". 

Leonardo Medeiros vive Kardec, ladeado pela ótima Sandra Corveloni como sua esposa, Amélie. A direção é de Wagner Assis ('Nosso Lar', 2010). É a direção de arte de Nonato Estrela e o figurino impecável que me surpreendeu de maneira mais positiva.

Com esmero, cuidado, requintes de acabamento dos filmes hollywoodianos 'de época', 'Kardec' nada deixa a desejar. O roteiro escrito a 4 mãos - Assis e L. G. Bayão - explora o ceticismo de H. Rivail, passa pela febre das mesas girantes de Paris, até chegar à indicação de que ele seria o incumbido de distribuir aos demais a tese ditada pelos 'amigos do além'.

É serena a forma com que o elenco se deixou levar pelo tema e por isso se saiu bem. Genésio de Barros na pele do padre Boutin, o que se contrapõe às ideias de Kardec, enriquece a obra e mostra do que a Igreja Católica era (é?) capaz até outro dia.

Esses 'filmes espíritas' têm arrecadado boa quantia de bilheteria nos últimos tempos... E promete-se mais com os lançamentos de 'Arigó', sobre o médium que incorporava o Dr. Fritz (Danton Mello é o protagonista), e 'Divaldo', que conta a história de Divaldo Franco, símbolo da religião no Brasil (Guilherme Lobo, de 'Hoje Eu Quero Voltar Sozinho', 2014, faz o papel-título). 'Kardec' - duração: 110 minutos. Cotação: bom. 

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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