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Publicado em 23/03/2018 às 15h36
Do “Esmaga Sapo” ao papo de fim de tarde


BENEDITO VELOSO

Conversar com Luiz Roberto Miguel Marques, o "Beto Passarinheiro", é uma volta ao passado de Jacareí. Mas, não a um passado qualquer, mas ao tempo do Bar Brasil, centro nervoso da intriga política; do bar Fisguetti (que abria só à noite, fechava ao nascer do Sol e era uma espécie de estádio do jogo de porrinha), do Xiboca, do Bar dos Quatro (cantos), dentre outros pontos "históricos" de folguedos; foi um passado de amigos leais, mas que um jovem da região central precisava de "salvo-conduto" (ele era um dos poucos que tinha um) se quisesse atravessar a ponte e ir "folgar" no bairro do São João sem levar uma surra da turma de lá.

Era o tempo da Jacareí do carnavalesco Romeu de Barros, do lendário Epe, do Tinguera, do Nassibão, do Enéas, do Sérgião Rodrigues, do Madrugada Futebol Clube (que tinha campo em propriedade do Zé Abrão, na Rua Lúcio Malta), dos circos itinerantes armados no hoje Largo do Riachuelo e da área do Esmaga Sapo, onde foram construídos os prédios da Câmara, Fórum e prefeitura. Essa cidade lendária sempre é lembrada pelos mais antigos com suspiros. Foram tempos em que se tinha certeza de que Jacareí fora fundada pelo bandeirante Antônio Afonso.

Nascido na Rua Luís Simon, elevive há mais de 60 anos na mesma casa. Ali mesmo, há 42 anos abriu com o pai, Jesus Marques, em 1976, quando saiu de seu último emprego, na indústria SADE, uma loja de pássaros e rações. Beto começou a trabalhar aos 14 anos na fábrica do Guaraná Campeão. Foi aluno da Odete Tertuliano, depois do professor Fausi, com quem estudou a extinta OSPB (Organização Social e Política do Brasil), e mais tarde da professora Clélia, na escola Silva Prado.

Por conta dessa vida memorável, a loja do Beto, na Rua Luis Simon, transformou-se num heroico reduto de resistência onde "conspiradores do bem" protegem essas boas lembranças contra os efeitos do esquecimento danoso dos tempos atuais. Quase sempre Beto está na loja "em reunião" com um grupo de amigos praticantes do bom bate-papo de final de tarde. Afinal, resistir é preciso.

Comentários (3)

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Daniel Rosa   3 anos atrás
Praça cortada ao meio pela E.F.C.B.,em tempo,homens davam voltas na praça em sentido contrário as moças,quando passava ao lado das mesmas falavam galanteios e não ***édios,bons tempos idos,havia paquera,flerte.
Daniel Rosa   3 anos atrás
Papelaria Almeida,Osíris,banco Itaú (onde é choperia do Gordo),campo de futebol Canto do Rio,da Liga,Maria Toledo nos 4 cantos,Roberto Martins (loja), Galeria dos Presentes (atual Riachuelo ), Organização,onde tocava música na praça,enquanto os jovens ficavam dando voltas na praça Conde Frontin.
Daniel Rosa   3 anos atrás
Como jacariense nato,acrescento,festa junina no bairro São João, na igreja Matriz festa da Imaculada Conceição,com parque de diversão,comidas típicas,*** de sebo,corrida de saco,porquinho ensebado,quebra moringa,pegar moeda na farinha,correr com ovo na colher,clube do 11, do Marrelli.
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