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Publicado em 06/04/2018 às 15h26
Às armas!


RODRIGO ROMERO

É engraçado observar as andanças de alguns atores premiados com o Oscar. Geralmente, e isso não é regra, eles tendem a cair em desgraça e atuar em produções de qualidade discutível. Enumerar casos aqui é perda de tempo.

Quero me concentrar em Helen Mirren. 'A Maldição da Casa Winchester', em cartaz desde o início de março, poderia ter dado muito certo. Filmar a biografia de Sarah, a herdeira do império de armas que ficou maluca porque afirmava ser perseguida pelos espíritos que tombaram por conta dos rifles Winchester, poderia ter rendido um bom filme. Poderia.

O risco de a obra cair no lugar-comum dos sustos infantis mesclados com trilhas exageradas era gigantesco. E os produtores, ao lado dos irmãos alemães diretores Peter e Michael Spierig sucumbiram à tentação. A trama ficou já confusa no seu primeiro terço, culpa do blocked redigido a seis mãos -Tom Vaughan e os Spierig.

A presença do médico Eric (Jason Clarke, de 'Evereste' -2015), também com um trauma da esposa que morreu, fez a película cair no limbo dos filmes ruins de terror definitivamente. A presença de Helen - ganhadora do Oscar em 2006 por 'A Rainha' - tinha tudo para alavancar bem 'A Maldição da Casa Winchester'.

Porém, a atuação que rela na caricatura ao invés de se concentrar no enredo macabro é a chave para levar o longa à beira da ruína. E é evidente que o teor da discussão acerca da aceitação ou não do porte de armas nos EUA, com esses atentados ocorrendo a torto e a direito, é o objetivo do filme, ainda que pelos caminhos indiretos...

A história mostra Sarah, viúva do magnata da indústria armamentista. Ela se vê atormentada por fantasmas daqueles que morreram pelas criações de sua família. Mas a diretoria da Winchester crê que Sarah está em choque pela perda da filha pequena e o marido, e suborna Eric a investigá-la e aplicar falso diagnóstico e tirá-la do comando.

O médico é convidado a passar alguns dias na mansão, residência da viúva. A casa está em constante expansão e aparentemente assombrada, ameaçando a vida do médico. Duração: 96 minutos. Cotação: ruim.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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