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Publicado em 25/01/2016 às 10h12
Adeus, Jack Dawson!


RODRIGO ROMERO

Tenho pra mim os nomes que nunca erram. Estão sempre na crista da onda. Um deles é o mexicano Alejandro González Iñarritu. Diretor, produtor e roteirista, fez trabalhos como '21 Gramas' (2003), 'Babel' (2006) e o recente e premiado 'Birdman' (2014). Com 'O Regresso' (estreia nesta quinta-feira) o cineasta sobe um degrau, além do da história do Homem-Pássaro. Com Leonardo DiCaprio como o protagonista, Iñarritu consegue algo extraordinário: cativar o espectador pela beleza da brutalidade, transformar o sentimento em epifania.

'O Regresso' possui cenas já antológicas. Uma delas é a linda briga entre Glass (DiCaprio) e um urso. Outra: a que o personagem, completamente dilacerado pelas tragédias de sua vida, dorme dentro de um cavalo. Sim, você não leu errado. Veja o filme e analise se exagero. A fita é recheada de sequências cortantes, chocantes e isto pesa. Mas não o assista se tiver o estômago fraco. Existem realidades pouco exploradas, o diretor pega-as de maneira inteligente, viril.

'O Regresso' conta a história de Glass. No começo do século 19, ele se junta a um bando de caçadores para ganhar dinheiro. Leva consigo o filho Hawk, nascido da relação com uma índia. Em uma dessas expedições, Glass é atacado por um urso e fica à beira da morte. Carregado, é deixado por uma parte do grupo. Outra - Fitzgerald (Tom Hooper), Hawk (Forrest Goodluck) e Bridger (Will Poulter) - fica com ele.

Um acontecimento faz com que Glass seja também deixado pela trupe, dado como morto. E é aí que começa o seu calvário em busca de vingança. Enfrenta um rigoroso inverno, tropas de índios e todo o feitio da má sorte para, enfim, dar jus ao título da obra. Sem exageros, passa de longe longas como 'O Gladiador' (2000) e 'Dança com Lobos' (1990) nos quesitos fotografia, atuação e direção de arte. Nem cito o comando de Iñarritu, porque é natural que também sobressaia. Todavia, um ali tem o centro das atenções. DiCaprio merece a estatueta que tanto almeja. O 'Titanic' finalmente afundou.

É este personagem, com essa caracterização, com a tal força física que lhe foi exigida, para que o ator seja, disparado, o favorito ao Oscar. Por fim podemos enterrar Jack Dawson, depois de quase vinte anos! Se não for agora, L. DiCaprio deve esquecer as premiações. O Globo de Ouro ele já abocanhou.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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