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Publicado em 18/12/2020 às 15h40
2020: O ano em que não fui ao cinema


RODRIGO ROMERO

Este depressivo 2020 ficará marcado como o ano em que não fui ao cinema nem uma única vez. Isto não ocorria desde 1986, quando eu tinha 4 anos e só conheceria a sétima arte no ano seguinte, aos 5. De lá para cá, estive pelo menos uma vez sentado nas confortáveis poltronas assistindo, quando menor, os filmes dos Trapalhões, e quando maior, longas de Woody Allen e outros que tais.

Claro, assisti a muita porcaria. Mas também me emocionei. Duas sessões tocantes, uma recente e outra nem tanto, lembro a vocês: em 2018, em Jacareí, pude ver na telona 'Superman: O Filme' (1978), numa ação comemorativa pelos 40 anos de estreia.

A fita do herói é a que marcou a minha vida e poder vê-la no cinema foi demais. Difícil segurar as lágrimas. Exatamente 20 anos antes, em 1998, em São José dos Campos, tive a oportunidade de me assustar com 'O Exorcista' (1973), em outro evento de celebração, desta vez pelos 25 anos da estreia do roteiro de terror.

Em Jacareí, município onde nasci e resido, vi nos hoje extintos Cine Rosário e Cine Rio Branco algumas pérolas: em 1994, 'O Rei Leão'; em 1995, 'Carlota Joaquina', filme marcado como o da retomada do cinema brasileiro. 'Batman: O Retorno' (1992) foi outro, quando eu contava 10 anos e havia adorado o primeiro, de 1989, que vi em fita VHS.

Lembro quando, nos estertores dos dois cinemas jacareienses, um deles exibiria 'Batman' (1968), filme baseado no seriado cômico de 1966. Estava prestes a ir quando a minha tia ligou no cinema perguntando se seria dublado ou legendado. A informação de que conteria as letrinhas me desanimou (eu tinha uns 9 ou 10 anos) e acabei não indo. Hoje me arrependo porque aquela película era divertida demais (vi-a muito tempo depois).

Recordo-me com melancolia daquele cheiro de mofo dos dois cinemas, que entraram em decadência na década de 1990 (ambos fecharam em 1998 - o Rio Branco com 80 anos de funcionamento e o Rosário com 55), das cortinas que abriam no início das exibições e fechavam durante os créditos, quando as luzes se acendiam e nós íamos embora, de mãos dadas com nossos pais, ou tias, comendo pipoca.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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