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Publicado em 17/03/2017 às 15h56
Uma esperança para cavalos soltos nas ruas


BENEDITO VELOSO

Numa época de notícias ruins, mais uma passa despercebida. É só mais uma: as autoridades de saúde registram um aumento preocupante de contaminação humana por animais de grande porte portadores de raiva. Uma das principais causas é o abandono de cavalos na zona urbana. Esse problema decorre da dificuldade que muitos proprietários, uma vez terminada a vida útil, decide descartar o animal do modo mais fácil: abandonando-o na rua para que alguma alma caridosa venha resgatá-lo.

“Isso resulta em criar problema para todo mundo”, explica Tatiana Prado Duarte, organizadora da ONG (Organização Não Governamental) Cocheiras Fraternas. Segundo ela, o município não possui estrutura adequada para recolher o bicho, nem recursos para terceirizar o atendimento, nem pessoal especializado para uma providência imediata, muito menos equipe de saúde com remédios e procedimentos para livrá-lo do risco de tornar-se contaminador do ser humano.

Há também o risco de provocar acidentes na via pública vitimando o bicho e as pessoas.

Tatiana, praticamente única na região, recebe animais em condições extremas de má saúde e, não raro, coloca dinheiro do bolso para manter a ONG. “Os preços dos remédios são cavalares”, lamenta pela falta de recursos e pelo trocadilho. “Mas precisa ser feito um esforço rígido para que não se transforme num mal bem maior”, diz.

Jacareí, como acontece com as demais cidades, não possui um cadastramento de animais que circulam pela região urbana. Com isso torna-se mais difícil uma ação eficaz para solucionar o problema. Outro inconveniente é que boa parte dos proprietários desses animais (usados na maioria das vezes para puxar carroças) os solta nas ruas partir de determinado horário para que se alimentem em terrenos baldios ou locais mais afastados; outra agravante para que se tornem riscos aos humanos com quem tiverem contato.

Apesar de tudo, Tatiana não perde a esperança. Acompanha de perto as ações oficiais que tentam minimizar o problema e atende como pode em sua ONG os cavalos abandonados por aí. Há compensações: “a gente percebe em muitos animais olhares e atitudes de gratidão que surpreendem, comovem e nos dão forças”, revela a filha brilhante. E segue em frente.

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