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Publicado em 10/05/2019 às 16h11
No Mundo da Lua


JOSÉ LUIZ BEDNARSKI

Muitos formadores de opinião de cabeça oca desprezam a relevância da Estação Espacial Internacional para o nosso tempo. Vislumbram somente sua importância para o longínquo dia da evacuação forçada da hecatombe terrestre.

Contudo, estão redondamente enganados, pois o núcleo orbital em muito está contribuindo para novas descobertas científicas, sobretudo a respeito da origem e das dimensões do espaço sideral, com a instalação de seu espectrômetro.

Esse aparelho nada mais é que um detector de partículas físicas, constituído basicamente de um ímã supercondutor acoplado a um dos módulos da Estação, que mede raios cósmicos e capta partículas que gravitam pelo universo.

O espectrômetro foi lançado do Cabo Canaveral, na Flórida, há quase dez anos. Seu peso é de quase sete toneladas e, por ele, dá até para imaginar a potência cavalar do foguete que o levou até a Estação Espacial Internacional.

O sol aqueceu demais o aparelho, que corria risco de danos no envio dos sinais. Por isso, em 2016, os astronautas precisaram protegê-lo emergencialmente com um cobertor térmico. A tarefa foi realizada com braço robótico e parece que não foi nada fácil.

Essa mão de aço, que volta e meia solicita manutenção, também serve para atrair e estacionar os veículos espaciais repositores, que entregam suprimentos e levam de volta à Terra os dejetos e encomendas dos tripulantes da Estação.

O fim do emprego dos ônibus espaciais (veículos reutilizáveis) representou uma dificuldade adicional no funcionamento da Estação Espacial Internacional. A decisão foi tomada após o acidente fatal com o ônibus Colúmbia, em fevereiro de 2003.

Já não havia sido a primeira explosão. Repetiu-se a tragédia ocorrida em 1986 com a Challenger. Após um total de 14 astronautas mortos, chegou-se à conclusão de que esse meio de transporte espacial é muito perigoso.

Obviamente, a extinção dos ônibus não significa o fim da linha. Muito pelo contrário: pretendem os quinze países que financiam o programa de expansão da Humanidade pelo Universo chegar em Marte até 2030.

Antes disso, o estágio intermediário é reocupar o solo lunar com uma estação fixa, que servirá como posto de abastecimento dos mochileiros galácticos.

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Coluna assinada pelo Promotor de Justiça da Cidadania, José Luiz Bednarski. Uma abordagem apartidária, com discussão aberta dos assuntos de interesse geral; o amadurecimento paulatino da cidadania, a força da população em diálogo com órgãos independentes representativos, como MP, Defensoria Pública e outras instituições criadas ou fortalecidas a partir daConstituição de 1988.


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