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Publicado em 14/07/2017 às 13h46
Melodrama francês


RODRIGO ROMERO

A verdade é uma só: uma chuva de canivetes poderia cair por aqui. Isso porque desde o fim do mês passado está em cartaz numa rede de cinemas de São José dos Campos um filme francês! Vejam só a tamanha surpresa. Quando se espera pouca novidade, somos tomados pela exibição de ‘Uma Família de Dois’, com o queridinho da Europa, o ator Omar Sy, do ótimo ‘Intocáveis’ (2011).

O filme de seis anos atrás abriu as portas a ele em Hollywood. Rodou, por exemplo, o fraco ‘Pegando Fogo’ (2015), ao lado de Bradley Cooper. ‘Uma Família de Dois’, no entanto, nos cheira mal desde o seu início, pois a percepção de que estamos diante dum melodrama de fazer inveja aos autores da Televisa salta bem à vista.

Sy é Sam, sujeito irresponsável e mulherengo cujo emprego numa praia, com um barco para o passeio de turistas combina bastante com ele. Porém, a vida é montada nas estradas tortas. Em um belo dia, Kristin (Clémence Poésy) aparece por lá. Ao invés de dar um simples ‘oi’, entrega ao rapaz o bebê que, segundo ela, é sua filha. O bebê tem três meses. E ela foge num táxi. Típico da Europa.

Daí em diante, você já deve imaginar: dia após dia, os anos passam, e Sam se transforma num pai cinco estrelas. A garota, agora com 8 anos, é Gloria (Gloria Colston, graciosa). A família mora em Londres, onde Sam tem o emprego de dublê, conseguido por Bernie (Antoine Bertrand), uma espécie de outro pai de Gloria.

Enquanto os minutos da fita passam, notamos que há algo escamoteado ali e que serve como uma muleta para quando o filme ficar enfadonho. É exatamente o que ocorre. Gloria é mimada demais, mora num lugar que se parece um mini parque de diversões, e o pai a abastece de mentiras acerca da mãe. Tudo pra quê? Ah, a resposta é um spoiler do tamanho do mundo que não ouso soltar aqui.

O diretor de ‘Uma Família de Dois’ é o desconhecido Hugo Gélin. E a mão dele pesa na trama, com sentimentalismos que não combinam com a interpretação de Sy, onde o ‘atuar’ é o ar debochado e risonho. Quem viu ‘Intocáveis’ sabe sobre o que me refiro. O ator não murcha neste novo trabalho, mas não tem a sua cara, digamos assim.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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