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Publicado em 10/05/2019 às 16h12
Carmen e as bananas


RODRIGO ROMERO

Um documentário que pouca gente viu, e serve como dica nestes 110 anos de Carmen Miranda, é a fita de 1995 'Banana is my Business', de Helena Soldberg. Trabalho caprichado e cheio de entrevistas com as pessoas que estavam coladas na Pequena Notável tanto no Brasil como nos EUA - Cesar Romero, a irmã Aurora, Mario Cunha (o 1º namorado), Alice Feye e Sylval Silva.

De forma linear, é narrada toda a trajetória da cantora e atriz, desde os primeiros passos na loja de chapéus até a morte em 1955, após anos de depressão e angústia, que a levou a ingerir remédios e bebidas alcoólicas.

Em 1995, o Brasil e o mundo lembraram os 40 anos de sua partida e Helena traz à baila recordações de sua própria infância. 'Minha mãe não me deixou ir ao enterro de Carmen... Queria vê-la pessoalmente pelo menos uma vez na vida. Mas minha mãe desconfiou que teria muito tumulto nas ruas e me impediu', diz Helena logo no início. 

Para resumir, 'Banana is my Business' relata a estrada pela qual a intérprete de 'Taí' andou e correu em seus 26 anos de carreira. A quem leu 'Carmen', biografia definitiva de Ruy Castro, esta fita é o complemento às informações, ainda que tenha sido lançada uma década antes.

E tal qual as páginas, a obra cinematográfica se refere a Sebastian, o marido da artista, como o vilão. 'Eu sempre fui contra o casamento. A gente via que não daria certo. Mas a Carmen era muito carente e não teve jeito'.

A frase é de Aurora, e o impacto é fulminante. Como o desejo de ser mãe ficou bem distante das possibilidades, Carmen, a que 'voltou americanizada' (o triunfo dos ignorantes fez com que a Pequena Notável tivesse depressão por anos), bateu de frente com o obstáculo inabalável: a fraqueza.

Helena quis e concretiza o objetivo de colocar a cantora no topo do pódio, lugar de onde ela jamais saiu, mas era empurrada pra sair. Recomendo. * P. S. vaidoso: esta é a coluna de número 800. Duração: 95 minutos. Cotação: ótimo.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


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